Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 25/03/2020
“Eu sou boneco do mestre Vitalino, dançando uma ciranda em Itamaracá”. Tal verso, exposto na canção “Leão do Norte”, do artista Lenine, demonstra alguns dos elementos culturais que constituem a memória popular nordestina. A partir dessa música, cabe discutir a necessidade de preservar, no Brasil, o patrimônio histórico cultural, visto a sua importância na formação do indivíduo, a exemplo de Lenine, bem como o empecilho de tal ação, a saber: a negligência do Estado.
Faz-se necessário, de início, pontuar a contribuição cultural na vida do cidadão. Nessa conjuntura, o escritor Ferreira Gullar, em seu lirismo poético, afirmou que “a arte existe porque a vida, por si só, não basta”. Tal afirmação expõe, de forma clara e objetiva, que os elementos histórico-culturais servem como um complemento para a própria vida humana, isto é, a essência vital não se constitui apenas de percepções atuais, mas também da contribuição da história e cultura nacional. Com isso, percebe-se a necessidade da preservação do patrimônio brasileiro a fim de manter um constituinte na formação individual: a memória cultural e histórica.
Ademais, cabe analisar a inoperância governamental como uma dificuldade em tal conservação. Nesse ínterim, é possível perceber que o descaso com as instituições antigas, que fazem parte do Brasil há séculos, reflete em acontecimentos de perda e comoção nacional. A exemplo disso, a queima do Museu Nacional, de valor inestimável para a sociedade, demonstrou, infelizmente, a ineficácia das autoridades públicas na preservação desse “guardião” da cultura brasileira. Com base nesse viés, importa propor medidas para mitigar tal problemática no contexto do século XXI.
Nota-se, portanto, a urgência em criar maneiras de efetivar essa proteção ao patrimônio histórico cultural brasileiro. Para tanto, urge que o Ministério da Cidadania dedique 30% das verbas públicas destinadas a tal Ministério, a contratação de promotores e juízes, por meio de concurso público anual, que regulamentem as estruturas das instituições culturais ao redor do país, a exemplo de bibliotecas, museus e lugares públicos. Feito isso, não será mais possível observar a destruição da riqueza nacional, e não só Lenine se orgulhará de cantar as suas raízes culturais, mas também todo a sociedade do Brasil atual.