Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 27/03/2020

Preservar o patrimônio histórico cultural brasileiro é cuidar da identidade nacional, para isso, temos o Iphan, órgão nacional criado para tombar e preservar os patrimônios materiais. Diante disso, é necessário que a cultura não seja alvo de descaso e banalização e que exista democratização no acesso a cultura tanto material como imaterial para que assim o cidadão se reconheça como parte daquele meio social.

Mediante a falta compromisso e investimento nas áreas culturais brasileiras, o patrimônio nacional tem sua preservação sucateada e isso ocasiona desvalorização histórica e pode levar a perda de identidade cultural em diversos estados do Brasil. Dessa forma, vimos no ano de 2018 o Museu Nacional do Rio de Janeiro em chamas, vítima da falta de interesse do poder público em sua proteção. Com isso, não só o Estado carioca teve perdas, mas também toda população brasileira já que virou cinzas boa parte do acervo de pesquisas. Diante disso, vemos que proteger o patrimônio material é essencial para que o imaterial também permaneça vivo e continue sendo passado para sociedade pelas diversas instituições de ensino.

Assim como preservar o patrimônio histórico cultural brasileiro com investimentos e manutenções, é necessário democratizar o acesso a ele. A exemplo disso, temo o Cristo Redentor no Rio de Janeiro, uma das 7 maravilhas do mundo moderno, que para sua visita o valor do ingresso pode chegar a 77,00 reais por pessoa, ou seja, um Brasil com tantas desigualdades sociais e com a maioria da população recebendo apenas um salário mínimo, é notável que muitos nativos não tenham acesso. Em contra partida, na cidade de Olinda na capital pernambucana, o Centro Histórico tombado pela Unesco, tem livre acesso para população, o que falta são incentivos que deveriam vir do Ministério da Cultura em parcerias com centros de formações. Mediante a análise dos ´´dois Brasis``, é nítida a falta de democracia na cultura brasileira e por consequência disso o sentimento de identificação pode se desfazer pela falta de contato com o meio.

Em suma, a democratização da cultura brasileira só é possível se houver investimentos nos patrimônios materiais para que o imaterial seja aflorado e assim promover sua proteção. Do mesmo modo, para os órgão públicos investir em cultura patrimonial não é só aplicar verba em determinado monumento histórico mas também promover incentivo a visitação, baratear entradas, fazer parcerias com escolas, ONGs para que haja acesso por todas as pessoas de todas as classes sociais. Além disso, pode-se dizer que a cultura  é uma lente na qual o homem enxerga o mundo e existem vária óticas para tal visão, então, cada estado tem uma cultura diferente, mas não inferior e é necessário que tenha preservação em templos materiais com manutenções adequada e cuidado pela própria população conta vandalismo.

E ainda, é importante lembrar que existem várias óticas de visão e pensamento sobre cultura, ou seja, a ´´lente`` pela qual o homem enxerga o mundo não é a mesma. Sendo assim, cada estado tem seu patrimônio