Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 26/03/2020

Para o sociólogo Darcy Ribeiro, a cultura é uma herança que se resume em um conjunto de saberes que são perpassados através das gerações. Dentro desse nicho, há os patrimônios históricos materiais e imateriais, que necessitam ser preservados em prol da existência das identidades culturais brasileiras e que, apesar disso, são muitíssimo negligenciados pelo governo.

Primeiramente, é preciso dizer que o desmonte à cultura foi pensado de maneira sistemática ao longo da história. No período entreguerras, Edward Bernays, do setor de relações públicas americano, começou a utilizar as ideias de Freud sobre o comportamento humano para controlar as grandes massas e, assim, manter as relações de poder. Essa prática foi adotada pelos governantes do mundo inteiro, que estabeleceram que tudo o que estimulasse, de alguma maneira, as pessoas a pensarem era perigoso e, portanto, deveria ser combatido. Dessa forma, a cultura e, em especial, os patrimônios históricos foram deliberadamente esquecidos pelas autoridades.

Entretanto, com as palavras da historiadora Emília Viotti, “um povo sem memória é um povo sem história”. Isso porque, sem os patrimônios históricos, sejam eles construções tombadas, danças ou técnicas culinárias, inexiste identidade, uma vez que não há raízes ou conexões com o passado. Desse modo, o povo passa a ser definido pelo que contam dele e não pelo que ele próprio sabe ao seu respeito, o que é extremamente prejudicial. E, além da perda identitária, a não preservação dos patrimônios deixa o potencial turístico brasileiro subaproveitado, interferindo, obviamente, na economia do país.

Logo, é fundamental que a população pressione o governo federal, por meio de petições e manifestações na internet, a recriar o Ministério da Cultura para que mais investimentos sejam feitos, objetivando preservar plenamente o patrimônio histórico do Brasil. Assim, de fato, como para Darcy, esses saberes poderão ser perpassados para as outras gerações.