Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 21/03/2020

Consoante o empresário americano Thomas Edison, a insatisfação é de caráter primordial à efetiva evolução humana, sob essa perspectiva, a sociedade brasileira, hodiernamente, apresenta descontentamento frente à precária preservação do patrimônio histórico cultural nacional e, por consequente, visa alterações em tal conjuntura. Outrossim, a ineficiência social centrada em insuficiências Estatais e na negligência populacional fomenta a permanência da problemática e, assim, inviabiliza o real progresso da nação tupiniquim.                                                                               Pontua-se, a priori, que, com o advento da denominada Revolução Industrial e suas consequentes inovações tecnológicas, o Brasil modernizou-se, consequentemente, o máximo desenvolvimento racional foi atingido. Contudo, uma indubitável dualidade é criada, visto que a produção sócio-histórico-cultural permanece negligenciada por majoritária parcela populacional, assim, tal contrariedade dificulta a preservação de componentes imprescindíveis à composição da identidade nacional. Nesse contexto, infere-se que o despreparo social quanto à recepção e conservação do patrimônio brasileiro retifica a constituição de memória, pois acervos remetentes ao passado são, não raro, esquecidos ou depredados, o que inviabiliza a promoção de variados aspectos culturais.                                           Ademais, a negligente conservação dos componentes identitários nacionais não focaliza apenas a omissão populacional, mas também ineficiências Estatais referentes à efetivação de seus deveres quanto á preservação do patrimônio cultural brasileiro. Nessa perspectiva, uma incontrovertível retificação da Constituição Cidadã, promulgada em 1988 e vigente na atual conjuntura, é evidenciada, já que a competente manutenção do acervo histórico canarinho não efetiva-se na prática. Dessa forma, ideais de resguardo permanecem intangíveis na realidade perpetuante, o que ratifica a insuficiência Governamental nesse âmbito. Assim sendo, o cidadão desconhecedor ou desprovido do acesso a programas que viabilizem o conhecimento de suas “raízes” culturais é acometido por dificuldades na constituição de sua identidade e memória histórica.                                                                                     Por fim, frente à precária preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro, faz-se necessária a atuação Estatal visando a dissolução da problemática. A princípio, é imprescindível que o Supremo Tribunal de Contas da União destine capital aos estados para que, mediante o investimento na realização de palestras abertas ao público e regidas por antropólogos, a população seja conscientizada e melhor preserve seus patrimônios culturais. Além disso, o Governo deve, a partir da contratação de profissionais, potencializar a revitalização periódica dos acervos e promover, assim, uma preservação eficiente, pois, somente dessa forma, o ideal de evolução proposto por Thomas será atingido no Brasil.