Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 22/03/2020

Ao decorrer da história, o Patrimônio histórico tornou-se parte da identidade da sociedade, já que guarda características, costumes e comportamentos de um determinado grupo, sendo assim, um registro fundamental para a história dos seus sucessores. Com isso, a realidade atual brasileira é a da desvalorização do passado em detrimento do finaceiro, já que na atualidade o que importa é o lucro e a supervalia. Portanto, fica claro que a banalização histórica e a falta de uma cultura de preservação, são empecilhos para a preservação do Patrimônio histórico cultural do Brasil.

Em primeira análise, a filósofa politica Hannah Arendt baseia seu discurso na idéia da Banalização do mal, que consiste na indiferença das pessoas diante de problemas aparentemente irrelevantes, ou seja, a supervalorização do interesse individual ao invés do pensar coletivo, no melhor para o social. Assim, trazendo para a realidade da preservação, dá-se mais valor ao fato de que locais com valores culturais valerem mais dinheiro, pela sua localidade, do que pela bagagem histórica que ele carrega. Sendo assim, o crescimento das cidades, a expansão imobiliária, o déficit habitacional e os impactos ambientais, constituem fatores que desafiam os gestores públicos a confrontar o desenvolvimento eminente, dando risco a preservação física da história.

Em segunda análise, além do tema da Banalização do mal, o educador brasileiro Paulo Freire aborda o tema da Educação Bancária, que consiste na idéia de que o professor age como quem deposita conhecimento num aluno apenas receptivo, dócil, sendo o saber visto como uma doação dos que se julgam detentores. Com isso, a educação mata nos educandos a curiosidade, o espírito investigador e a criatividade; assim transformando os alunos em seres acomodados a não buscarem os saberes que o Patrimônio histórico cultural o detém e os possibilita a assimilação e entendimento da sua história. Portanto, é claro que se os jovens não incentivados a proteger o passado da sua nação não à como preservá-la, deixando assim vulnerável o depósito relevante a linha da criação da sociedade atual.

Dessa forma, é necessário medidas para que a Banalização e a Educação Bancária não sejam mais relacionadas ao conceito da preservação. Sendo assim, o MEC(Ministério da Educação e Cultura ) e as escolas devem promover aulas extraclasses, palestras e simpósios para o debate da história e seus Patrimônios, demonstrando o seu valor para o passado e presente, para assim a preservação ser ensinada desde criança e lavada para vida adulta. Além de o Governo Federal, IPHAN(Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional) e as mídias devem promover finais semanas culturais-com danças, aulas e teatros- nos locais históricos, para com isso mostrar a população o valor local simbólico e a necessidade da sua preservação histórica da sua região e para a sua Nação.