Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 24/03/2020
No século XIX, a poesia condoreira denunciou mazelas sociais que atingiram o Brasil do romancista Castro Alves. Desde então, essa forma artística de lutar ampliou a visão da sociedade acerca de fenômenos adversos. Não obstante, vê-se que, atualmente, algumas parcelas sociais demonstram dificuldades em perceber obstáculos como a falta de preservação do Patrimônio Histórico Cultural. Sendo assim, nota-se que desde os séculos passados os brasileiros tem resistência a resguardar as raízes que formavam o seu país, causando problemas políticos e sociais que persistem até os dias atuais.
Primeiramente, observa-se que o Governo brasileiro apresenta-se negligente ao não garantir a preservação do Patrimônio Histórico Cultural. Afirma-se isso, pois o Estado devido a falta de investimento financeiro na manutenção cultural brasileira perdeu em 2018 o Museu Nacional do Brasil, por um incêndio que levou através das chamas seus 200 anos de história e grande parte do seu acervo cultural. Desse modo, percebe-se que segundo o filósofo contratualista John Locke, os indivíduos têm direitos desde o seu nascimento e é dever do Estado garantir o cumprimento desse direitos vitais, sendo assim, o Governo está rompendo o Contrato Social, já que não está assegurando o bem-estar de todos os cidadãos proporcionando a preservação de seu patrimônio cultural.
Além disso, percebe-se que falta engajamento coletivo em prol de manter preservado o Patrimônio Histórico Cultural. Prova disso, é a dificuldade de, uma sociedade secularmente preconceituosa, ver de modo positivo investimentos governamentais em ações de manutenção da cultura como Rodas de Capoeira, que visam manter vivos traços da origem histórica do Brasil. Dessa maneira, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman após a Segunda Grande Guerra, um grande pessimismo abateu as pessoas e o individualismo deixou as relações voláteis, desse modo, os indivíduos pararam de lutar pelo bem comum.
Conclui-se, portanto, que a Preservação do Patrimônio Histórico Cultural brasileiro deve ser assegurada. Logo, é necessário que o Estado, através do IPHAN, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, possa investir financeiramente na manutenção estrutural de museus, espalhados por todo território nacional, a fim de garantir a segurança de todo acervo que guarda a história do Brasil, e que assim possibilite o conhecimento e o acesso dessas obras para os cidadãos. Também, é importante mobilizar as pessoas, através de organizações não governamentais, sobre a importância de investimentos nos movimentos culturais para o crescimento educacional e o rompimento de preconceitos que rodeiam a sociedade, em prol de dar visibilidade aos pilares que formaram o País.