Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 26/03/2020

Ser cidadão para a filosofia aristotélica é participar ativamente da construção do espaço social. Isso implica em dizer que a preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro é para este tempo, uma forma de conceito de cidadania. Contudo, não é o que realmente ocorre, pois há uma grande falta de educação que estimule o interesse pelas questões socioculturais, tendo como maior consequência disso a perda de conhecimento e cultura ‘‘viva’’ para as gerações futuras. Desse modo, é necessário refletir criticamente a respeito dessa problemática.

A falta de interesse pelas questões socioculturais provenientes da ausência de uma educação estimulante é um fator de grande importância para não preservação do patrimônio histórico. Esse fato, no entanto, é algo bastante alarmante, pois sabe-se que na sociedade atual, a educação que prevalece é a educação bancária no qual não estimula-se a refletir e questionar, sendo assim, não há incentivo a frequentar lugares como museus e refletir a importância destes na sociedade. Esse tipo de saber conhecer é duramente criticado pelo filósofo e pedagogo Paulo Freire que defende a educação conscientizadora para que a sociedade possa ser mais crítica.

É necessário ressaltar então que, por consequência da falta de interesse da população, há uma grande chance da perda de conhecimento e cultura viva para as gerações futuras, se não houver a preservação desses meios de conhecimento. Um exemplo disso foi a negligência pelos governantes e da população, com o Museu Nacional do Rio de Janeiro que ocasionou o  incêndio deste, o que causou danos irreparáveis e foram perdidos objetos de grande valor para a história brasileira. Esse evento teve como maior propulsor a falta de valorização dos saberes e ausência de politicas publicas, o que remete diretamente ao pensamento do filósofo George Santayana que afirma que ‘‘Aqueles que não conseguem lembrar do passado, estão condenados a repeti-lo.’’

Nota-se, portanto, que a questão da falta de preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro, deve ser combatido. Para isso, é de fundamental importância que haja maiores propulsores da educação conscientizadora, como defende Paulo Freire, incentivando a história e a cultura. Isso pode ser encorajado pelo Ministério do Turismo em conjunto com o Ministério da Educação instigando a população através de propagandas educativas sobre a seriedade  de conhecer os patrimônios históricos brasileiros ao frequentarem museus, por exemplo e assim, conhecer sua própria herança cultural e contribuir para o ‘‘ser cidadão’’ da filosofia aristotélica.