Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 26/03/2020

Em seu livro ‘‘Triste fim de Policarpo Quaresma", Lima Barreto traz a visão patriota do personagem principal e faz uma crítica quando Policarpo termina com consequências ruins por exigir ações, as quais exaltam a identidade do Brasil. Fora da ficção, esse pensamento deveria ser mais comum, porém poucos brasileiros prezam pelo cuidado com o patrimônio histórico. Assim, torna-se preciso analisar a importância de preservá-lo e o porquê isso não está sendo efetivado.

Sob um primeiro plano, é válido trazer a notícia do jornal G1, a qual aborda que a casa da escritora Clarice Lispector, no Recife, está em ruínas. Desse modo, é notório que parte expressiva da população não enxerga isso como um erro, pois pouco tem noção da importância de se preservar um patrimônio histórico.Nesse sentido, é urgente que os indivíduos entendam a amplitude de cuidar das expressões culturais materiais, por exemplo, pois elas conferem no cidadão o sentimento de pertencer a tal cultura ou lugar. Dessa forma, ele passa a exercer mais a cidadania, já que se sente no dever de proteger o que é ‘‘seu’’, sendo mais consciente e evitando a deteriorização de esculturas e obras públicas, como exemplificação.

Através de um segundo plano, é pertinente explanar o discurso da antropóloga Lilia Schwarcz, a qual diz que o Brasil sempre foi definido pelo olhar que vem do exterior. Consoante a isso, é importante relacionar a falta de cuidado com o patrimônio histórico brasileiro ao fato da maioria apenas se importar com a opinião e os costumes de países adversos, sobretudo, os desenvolvidos. Tal fato, pode ser exemplificado quando as pessoas fazem viagens para fora do país e lá visitam museus e obras de arte, enquanto que pouco conhecem as daqui. Pois não as valorizam, já que ao invés de usufruir dos bens locais preferem os outros.

Portanto, a fim de que a preservação do patrimônio histórico brasileiro seja efetivada, é preciso que o atual ministério da cidadania em parceria com os centros educacionais se reúnam para discutir o mecanismo de concretizar esse cuidado. Isso será feito por meio do projeto: “Viva e proteja sua origem”, no qual professores da área de ciência humanas irão explicar a importância de cuidar das raízes culturais com gincanas e palestras voltadas ao público geral. Logo, diferentemente de Policarpo Quaresma, os brasileiros vão ser beneficiados diretamente com a educação ao aprender a proteger seu patrimônio.