Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 26/03/2020
O ano de 2018 marcou uma grande perda intelectual para o Brasil, visto que, datou o incêndio no Museu Nacional, localizado no Rio de Janeiro. Tal processo revela, até os dias atuais, a importância da preservação do patrimônio histórico cultural, o qual é responsável por promover a um povo o conhecimento de sua própria história. Nesse viés, é válido analisar as contribuições dos hábitos preservacionistas e o que impede sua execução em determinados contextos.
Evidentemente, é fundamental a preservação do patrimônio histórico e cultural, visto que, é por meio desse viés que indivíduos têm conhecimento de sua história, o que inclui não somente o presente, mas contextos passados que, apesar de antecederem a vivência de determinada pessoa, podem ser usados para idealizar inclusive o seu futuro. Nesse sentido, nota-se a preservação patrimonial como “peça” fundamental para a história de um povo, apenas por meio dela é possível “conhecimentos de vida” passarem por várias gerações. Ademais, com esse resguardo histórico-cultural é possível usar o passado como manual, o qual, muitas vezes, precisa ser ajustado para se construir um futuro melhor, assim como ressaltado pelo trecho “Eu vejo o futuro repetir o passado”, cantado por Cazuza em sua composição “O tempo não para”, frase que permite uma reflexão sobre a importância de conhecimentos passados para que não se repita erros antigos no futuro, algo que apenas é possível com a preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro.
Nota-se, ainda, que apesar da importância da preservação do patrimônio histórico cultural, a sociedade brasileira nem sempre executa hábitos preservacionistas. Tal questão pode ser justificada pelo fato de muitos indivíduos não considerarem essa postura como fragmento fundamental para o entendimento de sua própria história. Esse procedimento tem como potencializador muitas instituições sociais, como o setor educacional, quando não ensina desde cedo a importância do patrimônio histórico. Esse não entendimento da importância dos patrimônios faz com que eles não sejam preservados, isso recai sobre a justificativa de o Brasil ter caído 16 posições no ranking da felicidade mundial, segundo a ONU, já que o nível de bem-estar apenas é atingido quando um povo tem conhecimento da sua própria história.
Nesse sentido, para preservar o patrimônio histórico cultural brasileiro é necessária a produção de conhecimento sobre essa importância. Para isso, o Ministério da Educação, por ter o papel de definir as diretrizes educacionais, deve instituir nas escolas desde cedo uma disciplina de “conhecimento patrimonial”, a qual deve cada semana deve revelar para os alunos um tipo de patrimônio histórico cultural brasileiro e a importância de sua preservação, para o entendimento do contexto antigo e atual.