Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 25/03/2020

O dadaísmo, vanguarda artística européia absorvida pelos modernistas brasileiros do século XX, tinha como um dos princípios o rompimento com o passado. Nessa ótica, têm-se, na contemporaneidade, o debate sobre a importância da preservação do patrimônio histórico cultural como elemento fundamental para a lógica social. Essa importância se baseia na afirmação de uma construção identitária nacional, bem como no entendimento de práticas atuais pela trajetória temporal de uma nação culturalmente miscigenada.

De antemão, percebe-se que a preservação do patrimônio histórico cultural ganha destaque no tocante a uma construção identitária do povo brasileiro. Sob essa perspectiva, cabe analisar a afirmação do renomado escritor Sérgio Buarque de Hollanda, em que foi propagado que a sociedade nacional é desterrada em sua própria terra por carecer de uma ciência verdadeira sobre sua cultura ou pelo fato de vê-la como inferior. Nessa ótica, fica evidente a necessidade de tal cuidado para com a manutenção desses legados do passado pátrio, visto que por meio da valorização e do conhecimento sobre esse âmbito o meio social pode adquirir, cada vez mais, um orgulho afirmador de uma identidade baseada nos pilares construtivos da herança patrimonial de cultura e história.

Além disso, infere-se que o entendimento das práticas atuais laborais, linguísticas e culturais baseia-se, também, na preservação histórica de um passado construtor do presente pátrio. Nesse contexto, afirma-se o modo culinário do queijo mineiro, o sincretismo religioso afro-brasileiro e o idioma como perspectivas herdadas pelo conhecimento deixado por processos coloniais, políticos e migratórios no percurso temporário formador do Brasil. Devido a essas observações, torna-se evidente a importância dessa manutenção desses recursos de cultura e história para a ciência explicativa do modo de vida atual.

Portanto, para que a preservação do patrimônio histórico cultural se efetive, cabe ao Governo federal gerir de forma participativa o processo preservatório do passado, incentivando a visita da população a museus, por meio de comerciais televisivos interativos de propaganda, para que a identidade nacional seja desenvolvida como um  pilar sustentador do legado. Também, cabe ao legislativo incentivar as federações nesse contexto preservador, por meio da criação de leis que garantam o destino de verbas em maior volume para centros museológicos, a fim de que se possa ter estruturas mais seguras e chamativas à visitação. Assim sendo, a identidade nacional e uma ciência do entendimento do presente poderão combater o princípio dadáico de rompimento com o passado.