Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 25/03/2020

Segundo o artigo 216 da Constituição Federal de 1988, o Patrimônio cultural do Brasil é portador de referência à identidade e à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira. Dessa forma, é necessário que haja a preservação histórico-cultural do país para que seu povo tenha conhecimento de suas raízes antepassadas e promova a sucessão desses aspectos identitários para as gerações futuras. Em paralelo, é preciso que se fomente também as atividades turísticas nacionais a fim de impulsionar a maior valorização da cultura e da população vigente.

Nesse sentido, de acordo com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), é preciso defender e favorecer a existência dos bens culturais, sejam eles de natureza material ou imaterial. Desse modo, é notório que a base de culturas milenares, como a  chinesa, por exemplo, está no respeito e manutenção da sociedade corrente. Assim, para uma propagação sólida da história de um local, é preciso que sua população mantenha e fortaleça suas particularidades regionais a fim de valorizar as riquezas simbólicas e físicas que constituem sua identidade. Entretanto, em desserviço à preservação de patrimônios históricos, existem grupos de vândalos e extremistas que depredam monumentos a fim de menosprezar a manutenção de uma identidade. Prova disso foi o ataque feito pelo Estado Islâmico à Síria, em 2015, o qual destruiu um tempo secular.

Por conseguinte, o arqueólogo brasileiro Pedro Paulo Funari afirma em seu livro “Turismo e Patrimônio cultural” que a cultura é o fator essencial para a formação de uma prática turística mais culta e criativa. Desse modo, quando se associa o turismo à preservação da história de um local, se valoriza dois aspectos necessários para a manutenção harmônica de uma sociedade: a economia e a cultura. Nesse viés, trazendo para a prática o conceito de Funari, a associação do conhecimento histórico com o turismo gera uma forma mais criativa, pois cada região possui suas dinâmicas e costumes e isso estabelece uma pluralidade quando observado de forma mais ampla.  Assim, os benefícios trazidos pelo turismo faz com que economia e valorização cultural sejam a atividades complementares.

Em suma, para que haja maior preservação do Patrimônio histórico no Brasil, é preciso que tenha um estímulo social na prática do tombamento patrimonial, ato cujo objetivo é resguardar bens de valor histórico-cultural de propriedade pública. Dessa forma, o IPHAN deve promover eventos culturais nas cidades acompanhados de palestrantes da área, como antropólogos ou sociólogo, a fim de promover o reconhecimento de suas respectivas culturas locais e explicar de forma clara como é feito o processo de tombamento patrimonial. Assim, tornando de conhecimento público a prática da preservação cultural, faz com que a sociedade tenha consciência que deve agir em conjunto com o órgão federal.