Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 26/03/2020
Em um dos episódios da série “Watchmen”, passada em um futuro distópico com muitas tecnologias avançadas, existe um centro de pesquisas de toda a origem da cidade e da população residente. Tecnologias como da série ajudam a manter vivo o patrimônio histórico, as lembranças do povo. Fora da ficção, a realidade brasileira é muito diferente da série, onde o patrimônio cultural é banalizado. Diante disso, é fundamental mapear os impactos causados pela cultura de massa e o abandono das autoridades com os patrimônios.
A princípio, cabe abordar a falta de investimentos nos patrimônios públicos, que tem como consequência a falta de interesse da população. Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela ONU, todo indivíduo tem direitos básicos, como o acesso à cultura e ao bem-estar social. Entretanto, esses direitos não são assegurados na prática, visto que o descaso do Governo com os patrimônios públicos, como museus, são quase inexistentes, o que leva a uma precária e duvidosa infraestrutura para os visitantes. Nesse contexto, o incêndio que ocorreu no museu mais antigo do país, o Museu Nacional, é um exemplo do abandono governamental, que causou danos irreparáveis no acervo nacional.
Ademais, outro fator a salientar é o impacto da globalização na sociedade contemporânea. Segundo Stuart Hall, sociólogo e autor do livro “A identidade cultural na pós-modernidade”, para ele os processos que atravessam fronteiras integrando e conectando comunidades são chamados de processos globais e com isso as identidades nacionais se desintegram e dão lugar as novas identidades, que são híbridas. Ou seja, a globalização está tornando as identidades fragmentadas e efêmeras pela multiplicidade de culturas sendo criadas e misturadas entre si. Nesse sentido, é correto afirmar que as culturas de países mais desenvolvidos, são consideradas melhores e exemplo a se seguir, se sobressaindo e as outras vão sendo esquecidas e escanteadas. Diante disso, é necessário dar mais apoio ás formas de expressões culturais, como patrimônios materiais e imateriais.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater essa problemática. Diante disso, é imprescindível que o Governo destine mais verba para lazeres culturais, como museus, teatros, parques, e que esse dinheiro seja ministrado para o melhor do lugar, dando atenção ao que precisa, e assim, evitar sua destruição. Também é necessário que o Ministério da educação, juntamente com as escolas, criem campanhas e levem os jovens para passear e conhecer mais da sua cultura, assim, estimulando desde pequenos idas a museus e outros lugares públicos culturais, para assim, não se esquecer e escantear da sua própria cultura.