Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 26/03/2020

De acordo com arquiteta Ermínia Maricato, a cidade é um espaço de raízes históricas. Entretanto, percebe-se que a sociedade, em sua maior parte, não tem um educação de valorização do acervo cultural brasileiro. Nessa lógica, cabe analisar o desinteresse na preservação do Patrimônio histórico cultural brasileiro pela população e a falta de incentivos para isso.

Dentro da teoria do filósofo Bourdieu, chamada de “habitus”, no qual há uma relação entre o princípio da exterioridade e a interioridade, ou seja, existe uma ligação entre o indivíduo e as pessoas do ambiente que o cerca com trocas de pesamentos. Esse pensamento está atrelado na forma como a sociedade brasileira se porta diante da preservação das questões culturais de seu país, na qual há uma falta de sentimento nacional de cuidado com os museus, bibliotecas, por exemplo. Prova disso são dados do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, os quais dizem que menos de 30% da população brasileira se interessa com o acervo cultural do Brasil. Assim, nota-se uma quantidade pequena de visitas a museus e cinemas nacionais.

Segundo o pedagogo Paulo Freire, nas escolas o ensino se faz por meio de uma Educação Bancária, na qual uma espécie de linha unilateral em que o professor deposita informações e visto como o único ser dotado de saberes. Ao contrário do que visto nas instituições de aprendizado, o pensamento freiriano defende uma Educação Conscientizadora, a qual disponha de um jogo de saberes críticos ao estudante, que o faça perceber de forma reflexiva a realidade da importância em preservar o patrimônio cultural brasileiro. Isso porque tal bem faz parte da história da nação, além de ser um meio que remete ao passado com o presente, uma vez que uma tela no museu do Museu de São Paulo (MASP), no qual encontra-se a tela Abaporu, da modernista brasileira Tarsila do Amaral. Tal ação é de fundamental importância, já que permite uma vivência com o passado através do contato tanto com obras, como lugares que fizeram parte da história.

Nota-se, portanto, um necessidade urgente de preservação do Patrimônio histórico brasileiro. Logo, o Ministério da Educação deve criar nas escolas, do ensino Fundamental ao Médio, o ensino a respeito da Cultura, na matéria de Sociologia, Filosofia e História, mostrando , por meio de projetos que visem a importância do cuidado com o acervo dos bens culturais brasileiros, como também desenvolvam uma criticidade do estudante sobre o enriquecimento proposto na visita a museus, bibliotecas e cinemas nacionais. Outrossim, o IPHAN deve receber mais verbas, por parte do governo, na arrecadação de impostos, a fim de preservar o patrimônio brasileiro. Com isso, como afirmado pela arquiteta Ermínea, haverá uma nação assegurada sobre o fundamental valor garantir a preservação de sua história.