Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 26/03/2020
Na música “O tempo não para” do cantor brasileiro Cazuza, é abordada a relação de influência que é exercida em uma sociedade em virtude de seu contexto antropológico. Nesse sentido, para compreender os processos evolutivos das relações humanas, é fundamental que haja uma preservação do patrimônio histórico cultural nacional a fim de se possuir resquícios materiais que comprovem o processo evolutivo do ser humano. Entretanto, esses recursos culturais não são valorizados de maneira adequada, uma vez que não há investimento em infraestrutura por parte do governo, além da pouca atuação civil no que tange à valorização de centros históricos, configurando assim um cenário caótico.
A princípio, a ausência de políticas públicas que destinem recursos para a manutenção dos patrimônios históricos culturais no Brasil tem contribuido com a desvalorização do estudo acerca do surgimento do Homem. De acordo com o Filósofo contratualista John Locke, é dever do Estado o cumprimento do contrato social, em que o Governo é destinado à fornecer subsídios capazes de manter a dignidade humana, sendo os principais o direito do acesso à cultura e ao lazer. Contudo, como não há atuação ativa dos representantes governamentais no que diz respeito a garantia desses direitos, os centros históricos do país são mantidos em condições insalubres e correm risco de extinção.
Além disso, a pouca atuação civil no processo de valorização do patrimônio histórico do país é outro fator que dificulta a perpetuação ao longo dos anos dos vestígios de evolução social. Conforme a Pensadora Maria Rita Khel, o Bovarismo brasileiro consiste na vontade incessante do nacional em querer ser o estrangeiro. Dessa forma, não há um reconhecimento do potencial local, pois sempre há uma supervalorização dos costumes oriundos de diferentes culturas. Tal cenário foi observado recentemente, em que dois grandes centros históricos foram danificados por causas distintas, no entanto o sentimento de solidariedade que perpetuou no Brasil foi destinado apenas à reconstrução do Museu do Louvre, que segundo o Jornal folha de São Paulo recebeu diversas doações de empresários brasileiros, enquanto que o Museu nacional não recebeu apoio popular.
Portanto, para que haja uma melhor preservação do patrimônio histórico e cultural brasileiro, medidas devem ser feitas. Sendo assim, cabe ao Governo combater o cenário insalubre encontrato nos centros históricos do país, por meio de uma lei que deverá garantir o fornecimento de verba para a manutenção da infraestrutura desses estabelecimentos. Feito isso, será possível garantir que os vestígios de evolução não sejam apagados pelo mau manuseio humano. Ademais, compete à escola o incentivo da população civil para com os patrimônios nacionais, por intermédio de aulas expositivas que estimulem o nacionalismo saudável e que dessa forma a história, assim como na música do Cazuza, evolua.