Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 25/03/2020

Futebol. Museus. Carnaval. Cidades históricas. Essas, entre outras coisas, definem o Brasil como um país repleto de cultura e alegria diante da população internacional. Porém, apesar do vasto patrimônio histórico e cultural presente no território brasileiro, ocorre demasiado descaso por parte governamental quando se trata da preservação desse acervo, já que se falta manutenção adequada e investimento na valorização.

A priori, é notório a despreocupação do governo brasileiro com a manutenção dos museus, bibliotecas públicas e demais espaços culturais por ele administrado no Brasil. Sendo assim, sem reparos, prédios de relevante importância histórica que deveriam durar anos e ultrapassar gerações acabam deteriorando-se, pois o órgão responsável por seus cuidados não se importou o suficiente com sua manutenção ou apenas ignorou a necessidade de melhorias na estrutura do ambiente. Um exemplo de tal descaso está presente no Museu Histórico Nacional, que, em 2018, por falta de reformas em determinadas áreas pegou fogo, causando uma perda histórica imensa para o país e para toda a América do Sul.

A posteriori, a falta de valorização em relação a arte e cultura nacional também é um fator de influência para a escassez da preservação do patrimônio material e imaterial presente no Brasil. A exemplo, cita-se a pintura a óleo “Abaporu”, da brasileira Tarsila do Amaral, que, ao invés de pertencer ao território brasiliano, foi adquirida pelo empresário Eduardo Constantini, dono do Museu Malba, em Buenos Aires. Dessa forma, nota-se como as expressões artísticas criadas em ambiente nativo foram ignoradas, desenvolvendo, assim, um costume entre os governantes de desamparar o legado cultural aqui fabricado. Diante disso, observa-se locais que deveriam representar grande atrativo dentro da sociedade serem esquecidos e abandonados pelos órgãos governamentais.

Em suma, a preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro não ocorre com grande eficiência devido a negligências do Estado. Sendo assim, é dever da Secretaria Especial da Cultura manter os prédios que compõem a história nacional intactos, por meio de fiscalizações mais rigorosas nesses ambientes e investimentos financeiros suficientes para realização de melhorias necessárias, assim essas localidades se manteriam intactas para as próximas gerações e destruições, como o incêndio de 2018, não voltariam a acontecer. Ademais, o governo deve conscientizar a si e a população quando se trata de valorizar o legado material e imaterial brasiliano, pela criação de projetos onlines e presenciais que influenciem a arte e a cultura nacional, assim o costume de desprezo as obras nativas será aos poucos desconstruído e outras criações brasilienses continuarão no seu território de fabricação.