Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 26/03/2020

De acordo com os dados da Revista Veja, o incêndio do Museu Nacional foi uma grande tragédia que danificou centenas de anos da história. Esse acontecimento mostra que uma parte do patrimônio histórico cultural brasileiro não tem sido preservado de maneira eficaz. Isso deve ser combatido por meio de práticas responsáveis do Estado e da sociedade civil em valorizar os legados do país. Nesse contexto, o descaso do governo e a negligência da escola agravam tal problema.

A “banalização do mal” é um sistema que, segundo a filósofa Hannah Arendt, todos pensam de maneira igualmente supérflua. Ou seja, parte do governo está “anestesiado” quando se observa a questão da preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro. Isso acontece porque o Poder Público, muitas vezes, investe pouco em políticas públicas, como a criação de aplicativos de celulares e a capacitação de vigilantes, para melhorar tal problema. Dessa forma, percebe-se que há um descaso do governo em relação a obras públicas que devem ser priorizadas para se manter os laços da história e da cultura do povo. Devido a esse motivo, o patrimônio histórico cultural se mantém à mercê de um sistema político que, geralmente, não valoriza as próprias heranças deixadas no país, o que resulta na sua banalização. Assim, é preciso que o governo seja mais responsável com a preservação do seu legado brasileiro.

Além disso, há também a negligência da escola que é mais um fator para agravar o problema da preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro. Esse fato ocorre pois uma parte da instituição educacional não fomenta um ensino baseado no pertencimento, conhecimento e valorização dos legados no Brasil. Isso, por sua vez, pode se relacionar a “educação bancária” que, de acordo com o pedagogo Paulo Freire, é um método acumulador de conteúdo. Ou seja, uma parcela das escolas não associam à educação aos problemas sociais, no que se diz respeito ao patrimônio histórico cultural. Dessa maneira, parte dos estudantes se mantém desinteressados por conta de um ensino primitivo que deve ser melhorado por meio da criação de fóruns nas comunidades.

Portanto, a fim de melhorar a preservação do patrimônio histórico cultural, o governo deve organizar aplicativos de celulares que façam denúncias sobre vandalismo por meio de um bate papo online com os agentes do Estado, além de criar cursos de capacitação para vigilantes por meio de debates com a presença de especialistas no assunto. Junto a isso, a escola precisa, em associação à sociedade civil, criar fóruns, nas comunidades, para associar a formação escolar ao problema do patrimônio e, também, incentivar um ensino baseado no pertencimento e conhecimento de suas raízes históricas por meio de trabalhos e visitas a museus para que, assim, a herança cultural brasileira seja preservada no país.