Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 26/03/2020

No livro ‘‘O triste fim de Policarpo Quaresma’’ de Lima Barreto, é retratado a história de um protagonista apaixonado pelo Brasil e,com esse sentimento fervoroso, passa grande parte de sua vida exaltando os símbolos nacionais e tenta conscientizar todas as pessoas ao seu redor sobre a importância dessa valorização. Fora da ficção, a sociedade brasileira, atualmente,carece da conservação de símbolos materiais e imateriais culturais, no qual, cria-se uma crise identitária nacional. Sendo assim, analisar a negligência do Estado perante à cultura e a omissão da sociedade em relação a sua identidade cultural é essencial para compreender a defasagem em preservar o patrimônio brasileiro no século XXI.

A priori, é preciso destacar a insuficiência do Estado em gerir os diversos patrimônios culturais brasileiros. Desde a Era Vargas, o Brasil possui o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) que tinha como objetivo à preservação da cultura material e imaterial do Brasil.Contudo, no século XXI, esse órgão apesar de respaldado pela Constituição de 1988, padece com a falta de verbas,que não lhe são repassadas, pois,a cultura no Brasil é vista em diversos momentos como segundo plano. Nesse sentido, desastres como: o incêndio do Museu Nacional do Rio de Janeiro, são constantes, uma vez que, falta auxílio a esse órgão para promover a manutenção e valorização dos patrimônios brasileiros. Ademais, de acordo com o historiador Sérgio Buarque de Holanda em seu livro Raízes do Brasil, o brasileiro é suscetível a influências estrangeiras. Isso porque, o processo colonizador com seu viés eurocêntrico,impôs sua cultura nos cidadãos que,ao permanecerem muito tempo inertes a ela,não aprovaram movimentos que eclodiram, como a Semana de Arte Moderna,que ao demonstrar as raízes brasileiras,foi amplamente negada e boicotada pelo corpo social.                               Assim, a desvalorização dos fundamentos culturais torna-se notório nas cidades brasileiras,desde a depreciação de monumentos históricos ao menosprezo com culturas nativas, por exemplo. Nisso, observa-se como o estrangeirismo é capaz de anular símbolos nacionais presentes há séculos.Infere-se, portanto, que medidas são pertinentes para minimizar essa problemática.Desse modo,cabe ao Ministério da Cidadania,por intermédio de seus recursos e pessoal, promover reformas e reajustes orçamentários das instituições preservacionistas, visando a preservação da cultura nacional e o fim das catástrofes causadas por negligência. Simultaneamente, as ONGs vinculadas à cultura, por intermédio de suas verbas e profissionais, devem desenvolver anúncios publicitários na mídia sobre a situação dos museus e parques nacionais, a fim de engajar a população na cobrança junto aos políticos, e consequentemente, restabelecer a integridade do patrimônio histórico cultural brasileiro.

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