Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 27/03/2020
Segundo o historiador Sérgio Buarque de Holanda, “o brasileiro é suscetível a influências estrangeiras. Isso significa dizer que, no Brasil, a construção da identidade nacional sofre certas impressões de culturas estrangeiras. Entretanto, tal processo sob a óptica do conceito de cultura de massa explica que, essa inclinação a outras costumes favorece o processo de homogenização cultural, o que não só interfere como ameaça a identidade nacional do brasileiro. Por isso, preservar o patrimônio histórico cultural é fundamental pois, é a origem da história do Brasil e da brasilidade.
Parafraseando o filósofo Hans-Georg Gadamer, a história não pertence ao ser, mas sim o ser que pertence a ela. Diante disso, ao longo da trajetória brasileira pode-se constatar a formação da identidade nacional, desde o marco da colonização do Brasil, a partir de 1500, com a chegada dos portugueses, jesuítas e mais a frente os africanos no território dos nativos indígenas até a contemporaneidade. Em consequência ao citado, se produziu uma gama de patrimônios histórico e culturais como, monumentos, hábitos e formas de se comportar em sociedade. Por outras palavras, isso demonstra uma íntima relação do patrimônio histórico cultural com o que muitos pensadores como, Gilberto Freyre, denominam brasilidade, ou seja, particularidade do que ou de quem é brasileiro.
Na sequência, no artigo 215 da constituição federal de 1988, é resguardado o direito ao acesso as fontes tanto materiais - museus, monumentos, prédios tombados - como imateriais - saberes, celebrações e formas de expressão - da cultura nacional. Todavia, a partir do processo de globalização o Brasil enfrenta a homogenização cultural, ou melhor, o consumo e a padronização de cultura de países hegemônicos - países Europeus e Estados Unidos - ameaça a brasilidade, ou seja, o típico brasileiro, periférico e popular. Logo, preservar o patrimônio histórico cultural do Brasil é manter e não perder a brasilidade.
Em suma, o patrimônio histórico cultural do Brasil é um direito que precisa ser preservado. Dessarte, os centros educacionais devem buscar fortalecer o estímulo a valorização da cultura nacional. Isso deve ser feito por meio de palestras, projetos educativos e aulas temáticas sobre a brasilidade, mas também sobre as manifestações culturais, a exemplo do frevo e da capoeira, a fim de aprimorar o exercício pleno dos direitos culturais. Em paralelo, artistas brasileiros interessados no apoio ao enriquecimento do patrimônio nacional precisa divulga-lo. Tal ação é viável pelas redes sociais como, instagram, visando alcançar o público jovem e assim combater a homogenização cultural nesta faixa etária.