Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 26/03/2020

Criado em 1937, no governo de Getúlio Vargas, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional tornou-se o órgão responsável pela divulgação e preservação da cultura material e imaterial do Brasil. Essa criação serviu para demonstrar o quanto a cultura é imprescindível para manter viva a essência de um povo. Entretanto, atualmente, os bens históricos culturais brasileiros não estão sendo cuidados como deveriam. Nesse sentido, analisa-se como a ausência de uma cultura de preservação em consonância com a negligência de autoridades contribui para essa problemática.

Em primeira instância, é plausível mencionar que para a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), a cultura confere ao ser humano a capacidade de refletir sobre si mesmo, de modo que através da reflexão ele consegue discernir valores e procurar novas significações. No entanto, a população tupiniquim não é ensinada, desde a sua base, a dar importância aos patrimônios culturais nacionais. Dessa forma, não se tem dentro do território brasileiro a cultura de preservação dessas heranças históricas, o que acarreta descasos, tais como abandonos e demolições de prédios que são fontes de uma identidade histórica local.

Em segunda instância, tem-se o fato de que autoridades, como os responsáveis pela preservação dos patrimônios históricos culturais de uma localidade, muitas vezes não cumprem suas funções atentamente. Prova disso foi o incêndio que ocorreu em 2018 no Museu Nacional do Rio de Janeiro, primeiro instituto museológico inaugurado no Brasil, que tinha acabado de completar 200 anos no mesmo ano. Esse episódio catastrófico mostrou que a falta de manutenções do prédio e o descaso feito por parte dos superiores causou um dano quase que irrecuperável ao acervo e às pesquisas brasileiras.

Destarte, é preciso que haja a preservação efetiva dos patrimônios históricos culturais brasileiros. Logo, o Ministério da Educação deverá exigir que as escolas realizem projetos educativos anuais que conscientizem os alunos da importância da preservação de patrimônios por meio de abordagens lúdicas e explicativas por especialistas no âmbito cultural, com vistas a formar cidadãos conscientes dos seus papéis na sociedade. Ademais, o Estado deverá criar um sistema de vigilância para fiscalizar se as competências responsáveis pela preservação dos bens históricos estão a cumprir suas funções, a fim de que seja reduzido o risco desses serem alvos de descuido.