Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 22/03/2020

Pregos. Faixas. Ferros. Esses são alguns dos elementos representados no autorretratoA coluna partida(1944) da pintora Frida kahlo, com os quais ela tem de conviver diariamente durante o processo de recuperação de um acidente. Embora haja dor e sofrimento em seu semblante, ela se mostra ereta, demonstrando resiliência.  Desse modo, é possível tomar a mensagem de resistência dessa tela como elemento norteador para o processo de resoluções de problemáticas, como a falta de preservação do patrimônio histórico. sob essa ótica, cabe analisar os aspectos políticos e culturais que envolvem essa questão no Brasil.

Primeiramente, pontua-se que o Poder Público mostra-se negligente ao não preservar o patrimônio histórico. Isso porque há, por parte dos órgãos executivos, uma ineficiência quanto ao processo de investimento financeiro, uma vez que faltam verbas para a revitalização de bens materiais que se encontram em desgaste e construção de novos museus, o que prejudica o direito ao acesso das populações futuras à cultura material. Sendo assim, nota-se que o governo não tem garantido o bem de todo o coletivo, o que, segundo os ideais teorizados pelo filósofo John Locke, pode se caracterizar como a ruptura do Contrato Social.

Também, observa-se que o silenciamento social frente à falta de preservação do patrimônio imaterial apresenta-se como fator agravador desse quadro negativo. Contudo, parte da população tem demonstrado certa inércia diante desse cenário por acreditar que são majoritários os segmentos políticos contrários à distribuição de verbas para a realização de feiras e festivais que desenvolvam o caráter artísticos e promovam a divulgação da cultura imaterial. Recorrendo aos estudos da cientista política Elisabeth Noelle-Neuman para explicar esse fenômeno, contata-se que, para evitar conflitos com grupos dominantes alguns indivíduos tendem a fortalecer uma espiral do silêncio, permitindo, assim, a manutenção de alguns entraves.

Ressalta-se, portanto, que o patrimônio históricos deve ser preservado. Para isso, é necessário exigir do Estado, via debates em audiências públicas, um maior investimento financeiro de forma sistemática na preservação e construção de novos museus, a fim de que seja divulgada às populações futuras os elementos de formação do Brasil. Ademais é essencial estimular a sociedade, por intermédio de campanhas midiáticas produzidas por ONGs, sobre a importância se haver o engajamento coletivo em prol da distribuição de verbas para  realização de feiras artesanais e festivais que corroboram para a divulgação do acervo cultural imaterial. Desse modo, a resiliência necessária para solucionar esse entrave perpassaria A coluna partida de Frida Kahlo.