Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 25/03/2020
Na tentativa de apagar a memória de um povo, o Estado Islâmico - califado com atuação terrorista que baseia suas ações em interpretações radicais do Islamismo - propôs ataques a diversos locais históricos, assim, apagando o passado de um local e impondo sua superioridade. No Brasil, a questão da preservação do patrimônio histórico cultural não enfrenta o terrorismo, mas sim, a negligência do Estado demonstrada no caso da queima do Museu Nacional do Rio de Janeiro em setembro de 2018. Todavia, para que haja uma reversão do quadro, faz-se necessário analisar as causas governamentais e educacionais que contribuem para a continuidade da problemática no país.
Em primeira análise, cabe ressaltar o abandono do Estado brasileiro em relação a preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro, baseada em uma falta de investimento financeiro e a existência de poucas políticas públicas de incentivo. Diante dessa perspectiva, é válido analisar o pensamento do ex-presidente dos Estados Unidos, Theodore Roosevelt, que via a destruição do acervo histórico como a sua própria destruição. Sob esse panorama, cidades como Paris incentivam tal prática a partir de medidas inclusivas, de modo que, no primeiro domingo de todos os meses do ano, o Museu do Louvre oferece entrada gratuita aos seus visitantes, tal prática incentiva a inserção do povo à sua história. Entretanto, no Brasil a falta de medidas públicas, apenas segrega a sociedade.
Outrossim, uma análise do processo educacional também se torna válido. Segundo o filósofo prussiano, Immanuel Kant “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele.” Nesse sentido, percebe-se que os ambientes educacionais são importantes em todos os aspectos da vida humana, e seus ensinamentos devem abranger todos os aspectos de vida em sociedade, dentre eles, a preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro. Visto que a atual educação brasileira, em grande parte, abrange apenas a memorização de fórmulas matemáticas e regras gramaticais,e propõe-se o incentivo a medidas que aproximem os indivíduos da vasta dinâmica real, para que tornem-se defensores ativos da preservação de nossas memórias e de suas produções.
Nota-se, portanto, que os entraves na preservação do patrimônio brasileiro passam pela carência de ações do Estado e educacionais. Logo, é necessário que a Secretaria Especial da Cultura, em parceria com o Ministério da Educação torne a sociedade mais ativa da conservação. Para isso, deve estabelecer relações de abertura de espaços como museus e locais históricos, tanto para a população em geral como para visitação de escolas, de forma que o maior contingente de pessoas promova o engrandecimento cultural da população. Nesse contexto, a preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro se tornará exemplo para a mundo.