Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 24/03/2020
De acordo com o pensador Jacques Le Coff, a preservação do patrimônio histórico é uma forma da compreensão social e formação de identidade de um determinado povo. No cenário brasileiro, essa conservação é necessária para o entendimento da grande pluralidade cultural e étnica da nação, consequentemente trás o respeito e valorização da diversidade nacional e a conexão entre um grupo e sua história.
A pesquisa feita pela BBC mostra que em 2017 mais brasileiros foram para o museu do Louvre que o museu nacional.Mostrando que os cidadãos brasileiros têm maior interesse em patrimônios culturais exteriores e a socialização da cultura ocorre majoritariamente em classes sociais altas. Isso se deve ao pouco investimento financeiro governamental, como mostra o site da câmara legislacional em que, ainda, menos de 20% é dado para as diversas funções da preservação do patrimônio.
Logo, com o descaso dos setores públicos com a cultura nacional, há um distanciamento social dos patrimônios brasileiros e do povo com a sua história, causando dissemelhança da sociedade com o país e vindo a abrir espaço à preconceitos com a pluralidade étnica da nação. A falta da preservação histórica também forma a exclusão da baixa classe com a cultura que não possui acesso à locais que estão estes acervos.
Em virtude dos fatos mencionados, é necessária mudanças tais quais, maior investimento de acervos nacionais através de maiores incentivos fiscais por parte do governo à orgãos de preservação como o IPHAN, afim de uma adequada manutenção à esses patrimônios e conservação da cultura nacional material. Também deve ter maior socialização da cultura étnica, por meio da educação escolar para consciência coletiva da importância patrimonial nacional e a conscientização da sociedade detentora de tal objeto imaterial independente de classe, pois ainda se faz necessário um maior conhecimento identitário social no país.