Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 25/03/2020
Na era Paleolítica, o homem das cavernas registrava fatos cotidianos em pinturas rupestres a fim de preservar a identidade cultural e histórica de seu povo. Dissonante ao período pré-histórico, o brasileiro demonstra pouco interesse na preservação de sua cultura, deixa museus à míngua, demole edifícios históricos e apaga a sua história em nome do progresso. Entretanto, é notável o descaso das autoridades governamentais, mesmo sabendo que o patrimônio histórico é público e mantido com verba estatal, ainda fazem cortes e limitam seu orçamento. Prova disso é o IPHAN, que de acordo com o portal G1, no ano de 2019 sofreu um corte em 72% de seus recursos. Além disso, com o incêndio do Museu Nacional, o mais antigo centro de ciências do país, que perdeu grande parte de seu acervo, intensificou o quadro de negligência estatal. Outrossim, cabe analisar que o movimento modernista, responsável pela grande produção arquitetônica no século XX, tinha o objetivo de rever conceitos “ultrapassados”, criar o novo e visar o progresso. Desse modo, alavancou o setor imobiliário e influenciou a demolição de diversos edifícios históricos, como por exemplo, o Palácio Monroe, construído em estilo Eclético e sendo o primeiro projeto brasileiro a ganhar um prêmio internacional de arquitetura, foi desprezado pelo modernista Lúcio Costa e demolido em 1976. De acordo com os fatos supracitados, infere-se que medidas são necessárias para combater o descaso com o patrimônio histórico brasileiro. Diante disso, faz-se essencial que o Governo Federal em cooperação com o IPHAN, elabore um planejamento eficiente para a preservação de acervos, museus, monumentos e edifícios históricos. Além disso, cabe ao ministério da Cultura elaborar campanhas que incentivem o povo brasileiro a ter mais contato e identidade com a sua história, a fim de demonstrar a importância da preservação do seu patrimônio histórico e cultural do Brasil.