Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 22/03/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito do acesso a cultura e ao bem estar social. No entanto, a não preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro impossibilita que uma parcela da população desfrute desse direito universal. Nesse contexto, não há dúvidas de que a preservação desse patrimônio é de suma importância, devido não só porque é responsável pela identidade cultural da sociedade, mas também por evitar que haja uma homogeneização dela.
A princípio, Gilberto Freyre, um antropólogo brasileiro, fala a respeito da ‘‘brasilidade’’ de sua nação e que se deve preservar e usufruir dessa identidade. Portanto, a valorização disso no Brasil é algo necessário e que muitas vezes não ocorre, pois as autoridades cada vez mais fazem ‘‘vista grossa’’ para esse tipo de coisa. Pode-se ver como exemplo, a destruição do Museu Nacional do país por meio do fogo, constando também que o local foi tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).
Além disso, cada vez mais aumenta a quantidade de indivíduos menosprezando a sua própria cultura, isso ocorre devido ao processo de homogeneização cultural ou seja, pessoas tendem a se comportar, consumir e ter hábitos padrões ao dos que vivem nos países hegemônicos, exemplo Estados Unidos. O prezamento pelo patrimônio histórico cultural combate todos esses problemas, pois serve como uma âncora da identidade cultural do país.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. É necessário que haja uma reinserção do Ministério da Cultura para que ele, junto ao Ministério da Economia, financie com 15% do imposto de renda arrecadado por pessoas jurídicas, por meio de fiscalizadores do governo, essa preservação e proteção desse patrimônio. A fim de uma sociedade mais representativa de sua cultura.