Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 21/03/2020
Bossa Nova, Samba, Felicidade. Esses são os termos frequentemente ligados à cultura brasileira. Entretanto, em um contexto infeliz, casos como o incêndio do Museu Nacional trazem a discussão sobre a preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro. Dessa forma, essa conservação é de extrema importância por registrar a história de um povo e permitir a compreensão dos comportamentos protagonizados atualmente.
Em uma primeira análise, é preciso reconhecer o contexto da criação desses patrimônios. Por terem suas origens paralelas à evolução de um povo, eles representam a organização política e social desse grupo, desde os sambaquis até as igrejas barrocas do Nordeste brasileiro. Desse modo, registram e permitem uma melhor compreensão da história de um povo. A partir dessa perspectiva, sua preservação é imprescindível.
Ademais, essa preservação traz outro benefício fundamental: o entendimento do presente. Partindo da análise social do “Habitus” de Pierre Bordieu, é possível entender o presente como uma sequência de “interiorizações do exterior e exteriorizações do interior” da cultura do passado. Nesse recorte, é possível entender o comportamento atual como o resultado de um processo histórico, o que torna a conservação dos patrimônios históricos culturais uma ação necessária.
Nesse sentido, o patrimônio histórico cultura brasileiro carrega a importância de registrar a história de um povo e permitir a compreensão de comportamentos atuais. Assim, políticas que favoreçam sua preservação são necessárias. Portanto, o Ministério da Educação e Cultura deve fomentar o cuidado dos patrimônios materiais, por meio de maior investimento na restauração e vigilância deles, a fim de que sejam devidamente zelados. Além disso, as Escolas devem criar semanas de reconhecimento dos patrimônios imateriais, por meio de Workshops e apresentações culturais, a fim de perpetuar essas culturas.