Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 23/03/2020
Segundo o cantor jamaicano Bob Marley, um povo sem conhecimento, saliência de seu passado histórico, origem e cultura, é como uma árvore sem raízes. Essa ótica aplica-se ao patrimônio histórico cultural brasileiro, pois sem a devida valorização a memória de um povo pode cair no esquecimento. Assim, preservar e resgatar o material e o imaterial são responsividades tanto das esferas públicas quanto da sociedade para que nossas raízes permaneçam fortes e profundas.
Lembremos que patrimônio histórico cultural material é tudo aquilo que representa a lembrança de um povo através de uma forma física, desse modo intensificando a importância de sua existência. Todavia, o incêndio do Museu Nacional do Rio de Janeiro, um dos mais importantes centros de história natural, trouxe uma perda inestimável para o Brasil. De acordo com o site do G1, a maior parte do acervo composto por 20 milhões de itens foi destruída. Isso reflete no descaso perante a valorização da memória brasileira por parte do governo.
Não menos importante, o lado imaterial remete a essência, a base e a historicidade oral no qual, através dos nossos ancestrais, traz as diferentes manifestações culturais como a culinária, a dança, a música e a religiosidade. Logo, é relevante trazer o foco para as pessoas as quais um dia deram vida ao que hoje temos de concreto, sendo esse muitas vezes deixado de lado para dar ênfase ao material.
Dessa forma, se quisermos raízes cada vez mais profundas, devemos fortalecer o trabalho incansável do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) com o cumprimento do legal a partir de sansões e uma fiscalização mais forte por parte dos setores públicos bem como a sensibilização da sociedade em geral para o enaltecimento e resgate da história, memória e identidade das diversas etnias que formaram o povo brasileiro, seja através da preservação das tradições orais, seja visitando os monumentos.