Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 21/03/2020

O IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) é o órgão que trabalha na preservação dos bens materiais e imateriais do país, por meio do tombamento e fiscalização deles. Contudo, a sua importância não é valorizada nem pela população e tão pouco pelo governo, o que tem como consequência a perda na identidade brasileira e dificuldade ao acesso à cultura.

Deve-se destacar, de início, o impacto negativo oriundo da globalização, uma vez que, segundo os filósofos Adorno e Horkheimer, a Indústria Cultural surgiu com o intuito de comercializar a cultura e massificar os padrões de vida na sociedade. Essa lógica capitalista é fomentada cada vez mais, a fim de objetivar as ambições financeiras dos donos de empresas de multinacionais. Porém, apesar de lucrativa, tal prática prejudica diretamente os artistas locais e, consequentemente, a valorização da identidade cultural do país, o qual detém de inúmeros monumentos, hábitos e manifestações artísticas que são negligenciadas pela maior parte da população.

Ademais, é possível notar, ainda, uma crescente falta de investimentos governamentais ao IPHAN e a assuntos relacionados ao acesso à cultura. Isso vai de encontro ao Artigo 215 da Constituição Cidadã, o qual objetiva garantir os direitos culturais da população e legitima o incentivo ao consumo da arte nacional como dever do Governo. Um exemplo desse descaso do Estado foi o recente incêndio no Museu Nacional do Rio de Janeiro, onde era preservada boa parte da história do Brasil, que ocorreu por deficiência nas reformas e fiscalizações antecedentes ao caso. Dessa maneira, a perda de patrimônios históricos representa um ataque direto a democratização da cultura.

É necessário, portanto, que a própria população estimule o interesse às questões artísticas nacionais, por meio de debates e publicações nas redes sociais, as quais têm o devido alcance para estimular uma grande parte da sociedade a consumir às artes brasileiras. Paralelamente, a Secretaria Especial da Cultura também deve incentivar essa prática através de campanhas televisivas que promovam eventos nos monumentos históricos para explicar seus contextos de maneira educativa. Além disso, o Governo precisa investir corretamente o dinheiro público, por meio de reformas em museus, por exemplo, a fim de que a identidade do país não seja esquecida e trocada pela cultura de massa.