Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 23/03/2020

Ao longo do processo de colonização do Brasil por Portugal, houve uma destruição gradual da cultura dos nativos. Os portugueses tinham maior interesse econômico no Novo Mundo e, por essa razão, exploraram os indígenas e impuseram seus costume a esses povos. A partir desse contexto, é válido perceber a semelhança dessa prática com o que é vivenciado atualmente no país, onde é possível observar um descaso das autoridades com a cultura material e imaterial brasileira resultando em uma lenta e, muitas vezes, imperceptível perda da identidade nacional.

A priori, é importante destacar que a preservação do patrimônio histórico cultural, ao longo das civilizações, não foi tida como prioridade. Tal fato pode ser exemplificado na crítica tecida por Ray Bradbury em sua obra distópica ‘‘Fahrenheit 451’’, a qual retrata a destruição de obras arquitetônicas e literárias pelo Governo. Saindo da ficção, é necessário compreender que essa perda de elementos culturais está presente no Brasil contemporâneo, pois não há investimento público na manutenção deles. Os governos Federal e Estadual devastam os patrimônios brasileiros quando não fornecem verba para o reparo de estruturas, pagamento de historiadores e cientistas. Dessa forma, é notório a desvalorização da memória histórica do país.

Ademais, é necessário salientar que, devido a omissão das autoridades, catástrofes, como o Incêndio do Museu da Língua Portuguesa em São Paulo, são recorrentes. Acontecimentos como esse, muitas vezes, não causam comoção na população pois esta é, de maneira sutil, educada a valorizar a cultura de países hegemônicos e, consequentemente, perde a chamada identidade nacional. Manifestações culturais como as danças de periferia, a literatura modernista e os conjuntos arquitetônicos são frequentemente substituídos pelos ritmos musicais internacionais e prédios cada vez mais modernos. Tais eventos ocorrem devido ao apoio dos órgãos públicos e ao lucro que é convertido a esses. Contudo, segundo a Constituição de 1988, é responsabilidade do Estado valorizar e incentivar as manifestações culturais brasileiras. Por isso, urge que o Governo cumpra o seu papel determinado legal

mente.

Portanto, é imprescindível entender a importância do Patrimônio histórico na construção da identidade brasileira. É mister que o Estado incentive a produção e manutenção de elementos de cultura do país, fornecendo apoio monetário e, juntamente com o MEC , crie campanhas publicitárias na internet e em centros educacionais a fim de conscientizar a população da relevância da  produção cultural. Com tais medidas, não haverá uma destruição gradual dos patrimônios do Brasil como houve com os nativos, mas sim uma valorização e cuidado com o bem nacional.