Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 23/03/2020

No ano de 1808, instaurou-se no Brasil a corte portuguesa e sua unidade político-administrativa. Isto gerou o desenvolvimento básico da colônia, com a construção de polos culturais, arquitetônicos e a consolidação de uma identidade nacional. Hodiernamente, percebe-se que a sociedade brasileira é o reflexo de seu processo histórico e cultural, com toda a sua multiplicidade, sendo de grande importância a preservação do patrimônio nacional, que infelizmente, sofre com o descaso do governo e do povo.

Primordialmente, é mister salientar a relevância de proteger os acervos culturais e históricos que constituem o DNA do povo brasileiro. Segundo o pensador Heródoto, é necessário pensar o passado para compreender o presente e idealizar o futuro. Sob esta ótica, observa-se que somos frutos do nosso passado, e que para entender a sociedade atual e seus problema é de suma importância analisar o seu processo histórico, e só é possível fazê-lo estudando o legado deixado.

Ademais, é indubitável a existência de leis que regem a preservação dos patrimônios históricos e culturais, como o decreto de lei n° 25 de 1937, porém, essa lei só é cumprida em um estado-ideal. Analogamente, vivemos em um estado-real, onde a herança histórica do povo vive sob o descaso e abandono pelo governo e pela própria sociedade. Sendo então, submetidos a decadência estrutural, devido a falta de verbas, e desvalorização crescente.

Torna-se evidente, portanto, que medidas são necessárias para combater o impasse. Dessa forma, o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da cultura, devem fazer uma parceria, objetivando uma maior conscientização do público jovem do país, pois são eles o futuro do mundo, acerca do valor dos patrimônios regionais e nacionais e maior valorização popular, promovendo a criação de uma cadeira na grade curricular escolar sobre os acervos nacionais e sua relevância na nossa identidade, através de provas e atividades presenciais, como passeios aos patrimônios localizados na cidade em questão. Além disso, uma parceria público-privada entre o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e o Governo federal deve ser consolidada, para a manutenção semanal destes lugares através de verba administradas regionalmente pelo IPHAN e doações locais para o melhor recebimento dos estudantes e turistas, objetivando acabar com a decadência estrutural. Assim, quem sabe, poderemos encontrar uma forma de nos aproximar do estado-ideal e promover a valorização do legado brasileiro como merecido.