Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 26/03/2020
Seja na Caverna Lascaux, na França, ou na Serra da Capivara, as pinturas rupestres mostram a necessidade humana de deixar registrada sua cultura desde o período da pré-escrita. Ao passar dos anos, essa tendência permanece forte com o erguimento de monumentos e templos impregnados dos traços de cada povo em cada parte. A partir desse contexto, faz-se crucial entender a importância do patrimônio histórico e cultural brasileiro, bem como os empecilhos para a preservação do mesmo.
Ao tomar como base o pensamento do filósofo Confucio, a partir do qual “para entender o futuro deve-se analisar o passado”, nota-se que o patrimônio brasileiro possui dimensão ímpar no estudo antropológico e histórico. Isso porque as produções de um povo revelam muito sobre seus costumes e sua época, e um maior entendimento acerca disso contribui para não repetir os erros do passado bem como a projeção de um futuro melhor. Tal ideia também está presente na filosofia Grega, com Heródoto de Halicarnasso, conhecido como o pai da história, reforçando a importância do estudo dos acontecimentos históricos para o presente e futuro.
Em contrapartida, percebe-se que a principal dificuldade em promover a salvaguarda do Patrimônio cultural e histórico do país é o descaso governamental com a falta de incentivo. Isso ocorre porque, mesmo com inúmeros programas que visam a manutenção do patrimônio material e imaterial da cultura brasileira, a verba destinada é muitas vezes insuficiente para a dimensão dos trabalhos e muitas instituições responsáveis acabam por não praticar as medidas de resguardo necessárias. Exemplo disso é o Museu do Ipiranga, sob administração da USP, que resgata muito sobre o período da independência do Brasil, mas está parado desde 2013 por problemas estruturais.
Dessa forma, é imprescindível ações que visam promover a preservação do acervo cultural e histórico do país. Para tanto, cabe ao Ministério da Cidadania associado à Secretaria Especial da Cultura, por tratarem de questões como o acesso e incentivo a manifestações culturais, estipular um valor mínimo destinado exclusivamente à manutenção do patrimônio brasileiro. Isso deverá ser viabilizado por meio do Fundo Nacional da Cultura, que deverá contar com um percentual pré-estabelecido das verbas reservado apenas para tais ações, a fim de que os órgãos e as instituições responsáveis, como o IPHAN, tenham os recursos necessários para proteger os bens culturais do Brasil. Assim sendo, a história e a cultura do povo brasileiro permanecerão viva, na Serra da Capivara, nas Igrejas Barrocas, nos centros históricos e em cada parte do país.