Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 22/03/2020

O governo de Getúlio Vargas foi marcado, entre outros fatores, pela criação do Instituto do Patrimônio Histórico e Cultural Nacional, que preservaria o patrimônio material e imaterial do país. Todavia, o Brasil ainda apresenta impasses para a preservação do patrimônio histórico cultural, em especial no que concerne ao reconhecimento da importância artística e a sua valorização. Logo, é fulcral medidas que mitiguem esse infortúnio.

A priori, a sociedade é o reflexo da sua história e cultura, e os patrimônios guardados que permitem esse estudo e a explicação para os costumes da contemporaneidade. Sob esta ótica iminente, o dramaturgo inglês William Shakespeare já reconhecia essa relação ao declarar que “a arte é o espelho e a crónica de sua época”. Nesse âmbito, a não manutenção da cultura gera perdas irreparáveis, como as do Museu Nacional, que teve seu acervo queimado, revelando a imprescindibilidade de estimular a valorização do material brasileiro.

Concomitantemente, há uma diminuição do valor da cultura nacional em detrimento das outras. Consoante a isso, o antropólogo brasileiro Darcy Ribeiro em sua obra “O povo brasileiro” retrata o etnocentrismo no Brasil, que culminou no Complexo do Vira lata vivenciado atualmente, no qual o conjunto de características culturais brasileiras é inferior. Dessarte, urge a necessidade de implantar um sentimento de autoestima nacional com relação a sua produção cultural.

Portanto, com o fito de que mais pessoas reconheçam a importância da preservação, o Ministério da Educação, responsável pelas diretrizes da educação, deve incitar a cultura por meio da inclusão do estudo da produção artística nacional e sua influencia na formação da sociedade. Ademais, o Ministério da Cidadania, responsável por preservar a cultura, necessita de incentivar obras nacionais por intermédio da disponibilização do acesso de visitas virtuais aos museus e centros históricos, visando ampliar o acesso e interesse coletivo pela cultura. Somente assim o brasileiro pode reconhecer sua arte e afirmá-la sem se sentir um “vira-lata”.