Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 24/03/2020
O passado serve de exemplo para as possíveis ações do presente; seus frutos, os patrimônios culturais, materializam relações de causa e consequência importantes para as decisões atuais. No entanto, no Brasil, é de costume da população e dos governantes se absterem da história do país. O cuidado com os patrimônios históricos culturais, ou seja, a diminuição das negligências com a memória cultural nacional, ocorrerá somente quando os brasileiros adquirirem consciência histórica e o Estado assumir o compromisso com a pauta.
É comum dentre os cidadãos brasileiros que patrimônios culturais passem despercebidos ou que saiba-se pouco da história dos locais frequentados. Desde a pré-escola, o incentivo aos conhecimentos da cultura nacional é pequeno, fato que não se modifica com o passar dos anos. Com isso, a desvalorização da memória do país consagra-se da infância à vida adulta e culmina no desinteresse pelos patrimônios que contam a rica história do Brasil.
Somado a isso, considerando o governo de uma nação o reflexo dela mesma, os governantes brasileiros também colaboram com o descaso pelos patrimônios culturais, investem pouco em manutenção o que acarreta no sucateamento tanto dos patrimônios quanto das memórias brasileiras. Como exemplo disso, há o Museu Nacional do Rio de Janeiro, o qual detinha importantes fragmentos históricos e que em 2018, em meio a uma situação de abandono teve 90% do seu acervo perdido em um incêndio.
Destarte, diante do desinteresse e déficit nos conhecimentos sobre a cultura nacional, nota-se a necessidade de mostrar à população informações de maneira acessível com, por exemplo, vídeos informativos sobre a história e cultura do país, veiculados em redes sociais, bem como em canais televisivos abertos. No âmbito da gestão, cabe à Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania, reavaliar junto ao Ministério da Economia os repasses de verba, considerando a importância de conservar as memórias brasileiras.