Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 14/04/2020
De acordo com a Constituição Federal de 1988, no artigo 216, torna explícito a proteção do patrimônio material e imaterial brasileiro. Entretanto, na contemporaneidade,o Brasil tem sofrido com o descaso governamental em relação a precarização do patrimônio histórico, além do crescimento da cultura de massa que ocasiona uma carência na cultura tipicamente brasileira.
É relevante abordar, primeiramente, o abandono do patrimônio histórico pelo governo ao longo dos anos, que acorre devido ser um investimento alto e não ser considerado de primeira necessidade, essa aplicação acaba sendo deixada à margem nos planos dos governantes. Em “Utopia”, obra do filósofo Thomas Morus, é descrita uma sociedade perfeita, na qual os problemas sociais são inexistentes. Contudo, a realidade brasileira distancia-se desse modelo utópico, visto que são diversas as mazelas nacionais, o que evidencia pela desvalorização contínua da educação patrimonial pela regência.
Paralelo a isso, vale também ressaltar a abrangência da homogeneização cultural que visa padronizar a cultura de países hegemônicos, como impulsionador do problema. Desse modo, os museus, o tombamento, os meios materiais e imateriais são muito importantes para não ser perdida a chamada brasilidade. Assim, a preservação das manifestações históricas e culturais são essenciais para a sociedade brasileira.
Portanto, o Ministério da Educação, juntamente com o Ministério do IPHAN, que protege e promove os bens culturais do país, deve promover campanhas sobre a importância da preservação desses meios, com profissionais especializados na área, por meio da mídia, de escolas e universidades, para que a população esteja conscientizada e assim poderá cobrar de seus governantes melhorias, além de haver uma maior valorização da cultura popular brasileira. Dessa maneira, o que foi proposto pelo artigo 216 da Constituição Federal, passará a ser visto por toda a sociedade.