Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 26/06/2020
O termo “Indústria Cultural”,criado por Adorno e Horkheimer, refere-se à criação de uma cultura própria para consumo, ou seja, os costumes de uma determinada sociedade passam a ser tratados como um produto e comercializados, na maioria das vezes, a nível internacional,o que promove uma identidade única para diversas partes do mundo.Dessa forma, para evitar a massificação da cultura é importante que a criança cresça valorizando os costumes de sua nação.Ademais, no Brasil,muitas pessoas não possuem o acesso ao patrimônio histórico cultural, o que dificulta a preservação da identidade brasileira.Logo, é imprescindível a elaboração de medidas para solucionar a problemática.
A princípio ,é relevante mencionar que o indivíduo deve ter contato com os patrimônios históricos culturais já na infância. Isso precisa acontecer porque, com o acesso a cultura nos primeiros anos de vida, a criança descobre suas raízes e desenvolve um sentimento de pertencimento à comunidade em que está inserida. A situação apresentada condiz com a teoria da “Tábula rasa”, proposta por John Locke, visto que para o filósofo o ser humano nasce como uma folha em branco, isto é, sem senso crítico e, a partir do convívio social e da aquisição de experiências, molda-se intelectualmente. Em suma, fica evidente a necessidade de incentivar a convivência do indivíduo, principalmente durante a infância, com a cultura brasileira para preservar a identidade nacional.
Em segundo lugar,vale citar que o território brasileiro possui muitas cidades interioranas com poucos habitantes e, por isso, nessas regiões a inclusão cultural é menos incentivada do que em cidades grandes. Tal fato é comprovado com uma pesquisa feita pelo IBGE: 40% de todo o patrimônio histórico cultural é concentrado em regiões metropolitanas.Sob essa perspectiva, o assunto mencionado se apresenta de encontro com a Constituição Federal, pois esta assegura que todo cidadão tem o direito de acesso à cultura. Entretanto, assim como afirma o jornalista Gilberto Dimenstein em sua obra “Cidadão de papel”, o indivíduo possui, na realidade, seus direitos garantidos apenas no papel, isso é, na lei e não no cotidiano.Por conseguinte, pessoas que não possuem a possibilidade de ter contato com o patrimônio cultural podem ser consideradas cidadãos de papel.
Portanto,com intuito de preservar o patrimônio histórico cultural brasileiro,o Governo Federal- devido ao seu papel de administrar todo o território nacional e garantir o bem da nação-necessita estabelecer parceria com a Mídia,por meio de canais que divulguem a cultura.Esses canais devem garantir um amplo alcance social e precisam apresentar para a população de forma interativa e de fácil compreensão os patrimônios culturais do Brasil.Assim,crianças e habitantes de cidades do interior terão maior conhecimento da identidade nacional.