Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 10/05/2020

Preservar o patrimônio histórico cultural do Brasil não significa apenas resgatar a tradição de quem a vivenciou. Assim nos mostra Gilberto Freyre em sua obra Casa-Grande & Senzala, na qual, é ressaltada a importância história dos bens materiais e imateriais como ferramenta para o entendimento da identidade de um povo. Coneito esse, também abordado na animação japonesa, A viagem de Chihiro.

Assim como a brasilidade para Freyre, as chamas que tanto assolaram o país nos últimos anos também possuem suas origens. O mais assustador nesses acontecimentos é o quão facilmente esse mistério é desvendado. O problema é que os pedidos por ajuda só ganham voz quando o previsível acontece, e na mesma velocidade em que os patrimônios sucunbem, os gritos por assistência são silenciados. A memória do brasileiro é curta e, por isso, a negligência contínua.

No fantasioso mundo animado pelo Studio Ghibli, Yubaba é uma bruxa que domina as pessoas fazendo com que elas esqueçam o próprio nome. Além disso, a ambientação que marca o início da aventura, é a passagem da protagonista Chihiro por símbolos tradicionais de um passado que sobrevive como ruína. Fora da ficção, o descaso com patrimônios socioculturais é visível e a consequente perda da própria identidade contribui para o abandono da história. Dessa forma, os problemas são esquecidos pelas mesmas pessoas que o desencadearam.

Para que a riqueza histórica do Brasil seja preservada, é improrrogável que o Ministério da Educação, em parceria com a Secretaria Especial da Cultura, desenvolva conteúdo educativo, com linguagem e acesso facilitados, acerca dos patrimônios culturais brasileiros. Somente assim, esse conhecimento alcançará um número maior de pessoas incentivando a preservação cultural e o turismo que trará benefícios econômicos para a própria causa.