Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 15/05/2020
No filme “Sing - quem canta seus males espanta”, a falta de atenção e preservação de um teatro icônico o levou a cair aos pedaços, sem qualquer ajuda financeira. Fora da ficção, isso tem se tornado uma realidade brasileira, com museus e prédios importantes caindo aos pedaços, devido a escassez de informação e à carência de verbas.
Primeiramente, é importante ressaltar que um dos principais problemas a serem enfrentados é a desinformação quanto a bens e espaços tombados. Para o filósofo George Santayana, “Um povo que não conhece a sua história está condenado a repeti-la”, ou seja, uma nação que não percebe os erros que cometeu no passado, está designada a comete-los novamente. Desse modo, quando a população deixa de ir aos museus, ela deixa também de conhecer as atrocidades feitas no passado, como foi por exemplo a escravidão, podendo replica-las outra vez.
Consequentemente, a falta de visitação nos museus faz com que as autoridades governamentais não invistam muito no acervo histórico-cultural. Por consequência, esses bens acabam por se deteriorar com o passar do tempo, até caírem de vez, levando com eles toda a nossa história. Exemplo disso foi o Museu Nacional que pegou fogo em 2018, e que trouxe danos irreparáveis para a história brasileira e americana.
Destarte, torna-se evidente que a desproteção dos patrimônios histórico-culturais brasileiros é, atualmente, um fato a ser enfrentado. Portanto, o Instituto do Patrimônio Histórico Nacional(IPHAN) em parceria com as mídias tradicionais devem ampliar a disseminação do conhecimento acerca da herança nacional, por meio da criação de propagandas de divulgação das informações sobre os patrimônios nacionais: o conceito, a importância e a localização de cada um deles, por intermédio dos canais de televisão e rádio. A fim de incentivar a população a conhecer melhor a sua própria história e cultura. Dessa forma, cenas como as do filme “Sing” deixarão de ser uma realidade.