Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 28/07/2020

Historicamente o Brasil é um país com elevado grau de deficiência de valorizam cultural, característico de países emergentes. Por consequência, as artes, cultura e sua preservação ficam em segundo plano, enfrentando problemas oriundos principalmente de aspectos econômicos e sociais, como grande descaso, pois conforme o dramaturgo e professor Ariano Suassuna:  “Arte  não é produto de mercado".

Em primeiro lugar, deve-se constar que o interesse em preservar parte de reconhecer. Reconhecimento esse que provém de uma identidade cultural nacional, identidade essa que começou a ser construída muito tardiamente, apenas em 1922 com a Semana de Arte Moderna, que não possibilitou maior zelo, pelo contrario, tendo um de seus maiores representantes, Graciliano Ramos, preso pelo Governo Federal. Simultaneamente, enquanto em solo nacional os modernistas eram perseguidos, nomes como o de Tarsila Amaral brilhavam nos salões de Paris, reafirmando o desprezo brasileiro pela sua própria cultura, que resulta em uma ausência de sensibilidade e negligencia, que tem por analogia a casa do escritor alemão Goethe, que permanece intacta mais de cem anos depois, enquanto a do brasileiro Machado de Assis foi demolida para construção de um prédio.

Concomitantemente, disponibilidade de recursos são impares em aspecto preservativo, tanto quanto escassos, contando com poucos capital significativos e eficaz, como é o caso da Lei Rouanet, que a partir de 2016 começou a ser alvo de criticas e informações falsas, chegando ao ponto de petições publicas pedindo sua extinção, o que não ocorreu, entretanto com o fim do Ministério da Cultura, no mesmo ano, a dificuldade da obtenção e repasse financeiro se tornou maior, aumentando o número de demissões em Museus e o atraso em restaurações em lugares de suma importância, como o Museu da Lingua Portuguesa, que abrigava escritos, achados e materiais dos mais diversos relacionados ao  maior patrimônio histórico cultural de um povo, o dioma.

Portanto, para efetivamente resolver o problema, o Governo Federal deve ser responsável por um novo programa de Leis de Preservação Cultural, como incentivos econômicos similares aos bem sucedidos exemplos de países europeus. Isso deve ser feito por meio da recriação do extinto Ministério da Cultura, com o intuito não só de preservar o existente, como de criar uma mentalidade e apreço pela cultura através de um maior contato. Só assim estaremos aptos a valorizar, descobrir, e criar nosso patrimônio hiistórico, que conforme André Malraux: “A cultura não se herda, conquista-se”.