Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 11/06/2020

Na literatura, do século XIX, o Romantismo tinha como característica o nacionalismo, com a valorização das manifestações populares e da natureza em poemas. Entretanto, no Brasil contemporâneo, o baixo investimento financeiro em patrimônios históricos e culturais, acarreta a desvalorização desses e prejudica a construção da memória nacional. Neste contexto, há dois fatores que não se devem negligenciar: o descaso, bem como a importância do legado brasileiro.

A priori, na década de 1930, o governo Vargas criou órgãos considerados vitais para o desenvolvimento do país, na qual remete á uma série de medidas nacionalistas, para maior valorização da pátria. Em contrapartida, no tecido social do Brasil hodierno, é notório um nacionalismo sazonal, ou seja, presente apenas em grandes eventos - Copa do Mundo e eleições- por conseguinte, baixos investimentos financeiros em museus, feiras, pinturas e artesanatos são frequentes, no qual acarreta cenários de calamidade pública, como: estátuas derrubadas e obras de arte pichadas. Além disso, diante dessa perspectiva, ocorre a falta de incentivo da população para acessar esses, o que fomenta o descaso com o legado brasileiro. Tal fator pode ser corroborado, pelo incêndio do museu no Rio de Janeiro, causado pela falta de verba na fiação elétrica, segundo ao G1. Dessa forma, é evidente o desinteresse com a herança dos povos brasileiros.

A posteriori,  o patrimônio histórico cultural é a materialização da memória do povo e auxilia na construção da identidade da nação, na qual torna-se indispensável para a criação de uma consciência coletiva sólida e unificada, que regula intrinsecamente os comportamentos sociais. Ademais, a prática de atos ilícitos transforma-se em uma ação contra a nação, consequentemente ocorre a diminuição desses. Exemplificado pelo livro 1984, no qual a sociedade é regulada sem constituição, apenas com a consciência dos cidadãos, contudo registra-se um baixo número de crimes. Diante de tal discussão, nota-se a importância da preservação do patrimônio histórico cultural.

Em detrimento dos fatos supracitados, a desvalorização da herança dos povos brasileiros, é um entrave para a formação de uma sociedade mais unificada. Então, por intermédio do MEC, é necessário a criação da matéria: Cidadania, em escolas de ensino fundamental e médio, por conseguinte, crianças e adolescentes aprenderão sobre a importância do legado da pátria. Juntamente, com o Ministério da Fazenda, que destinará mais recursos financeiros para reformar e criar esses, e assim, impulsiona o público a frequentá-los. Dessa forma, o patrimônio histórico cultural brasileiro é preservado e a sociedade torna-se mais harmônica.