Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 05/06/2020
Na obra “Utopia” do escritor Thomas More é retratada uma sociedade perfeita, cujo corpo social é padronizado pela ausência de conflitos. Entretanto, diferentemente do ficcional, encontra-se problemas para a preservação do patrimônio cultural em território brasileiro. Esse cenário antagônico é fruto tanto da ausência de verbas provindas do Estado para a manutenção de patrimônios culturais, quanto também falta de reconhecimento, por parte da população, sobre a importância da cultura para identidade brasileira.
Precipuamente, é fulcral pontuar que o óbice deriva da baixa atuação de setores governamentais. De acordo com o filósofo Thomas Hobbes “O Estado é quem deve garantir o bem-estar de seus cidadãos” Todavia, o pensamento de Hobbes não se aplica no território brasileiro, e o exemplo dessa má postura estatal está presente na ausência do redirecionamento de verbas para a preservação de patrimônios históricos e culturais brasileiro, como foi o caso que ocorreu em 2019, onde o Museu do Bangu, antes casa de Santos Dumont, não será mais acessível ao público, devido a presença de grande quantidade de dívidas causadas pela ausência de capital provinda do governo brasileiro. A infração trás como consequência a perca de uma área de lazer, além de um objeto de estudo histórico imensurável, que em tese, deveria estar garantido pelo artigo 215 da Constituição Federal brasileira, para as gerações presentes e futuras.
Outrossim, parte da sociedade não valoriza a cultura brasileira e até mesmo comete atos de vandalismo. Exemplo claro dessa realidade, é o que acontece na estátua de bronze de Drummond, na orla de Copacabana, em que ocorre vários furtos dos óculos da estátua. O impacto desses vandalismo está na deterioração do patrimônio cultural brasileiro, que vai perdendo cada vez mais seu propósito perante à sociedade e sua identidade nacional. Dessa forma, cabe à população atentar-se no exercício de proteção da cultura brasileira e considerar que o patrimônio cultural é fundamental para o conhecimento acerca da sociedade.
Exposto o óbice, torna-se fundamental a adoção de medidas que amenizem esse quadro deletério. Nessa lógica, o Governo Federal deve restituir o Ministério da Cultura, por meio da destinação de maiores verbas a esse setor, com a finalidade de aumentar a importância nacional dos patrimônios históricos e, consequentemente, evitará a destruição desses acervos. Ademais, a mídia e as escolas, por meio de propagandas e debates, podem disseminar a importância que o patrimônio histórico e cultural tem para a nação como fonte de conhecimento e respeito, garantindo que nenhum ato de desmoralização à cultura brasileira seja realizado. Concretizando assim a sociedade prevista por More.