Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 09/06/2020

As pirâmides de Gizé, no Egito, são parte de um passado  histórico que forma a identidade nacional do país e contribui no processo de entendimento das culturas passadas. Entretanto, apesar de tal importância desses patrimônios para as sociedades, esses artefatos vêm sendo destruídos. Nessa égide, trazendo para o Brasil, uma série de patrimônios materiais e imateriais estão sendo ameaçados, seja por irresponsabilidade da população, seja por negligência do Governo. Por esses motivos, subterfúgios devem ser encontrados para transpor essa realidade.

Torna-se impreterível analisar, precipuamente, que a identidade nacional do Brasil é uma das mais ricas, devido ao processo de mistura cultural advinda de vários povos. Nessa perspectiva, o País carrega consigo artefatos simbólicos que permitem a perpetuação da história para as próximas gerações. Em contrapartida, a população vem fazendo descaso com a cultura brasileira, posto que fazem questão de destruir ou vandalizar o patrimônio que foi deixado pelos antepassados. Sob essa ótica, o poema de Carlos Drummond diz " tem uma pedra no meio do caminho". Embora tenha sido redigido em contexto diferente, tal pedra, na contemporaneidade, metaforiza os entraves enfrentados  pelos indivíduos em preservar os símbolos da cultura brasileira. Destarte, mudar esse cenário é uma obrigação e não um fato opcional.

Faz-se mister refletir, ainda, que o investimento na fiscalização e preservação dos patrimônios culturais brasileiros, é exíguo, corroborando a destruição desses artigos. Nessa conjuntura, a verba que deveria ser destinada a esse setor, é desviada para setores de menor importância, ou para satisfazer os anseios das elites. Nesse sentido, a cada dia, símbolos da cultura brasileira são apagados, sendo as fotografias a única forma de repassar a identidade cultural para as gerações futuras. Nesse óbice, consoante a Francis Bacon, é preciso criar oportunidades e não somente transformá-las. Seguindo esse preceito, vê-se a ineficiência do Governo em engendrar oportunidades que viabilizem a preservação, bem como a perpetuação doas artefatos históricos. Logo, medidas devem ser insufladas.

Sob o olhar físico de Isaac Newton, um corpo só é capaz de sair da inércia se uma força lhe for aplicada. Urge, portanto, que o Poder Público, em parceria com o IPHAN, invista na fiscalização do patrimônio histórico, por meio da contratação de fiscais legais que monitorem a segurança, seja dos bens públicos, como os monumentos, seja dos bens privados, como os museus, com o fito de impedir o sumiço dos artigos que compõem a história. Outrossim, é preciso que o Ministério da Propaganda realize campanhas que abordem a importância da preservação da identidade cultural, para que as pessoas se tornem mais conscientes. Assim, será possível remover a pedra do meio do caminho.