Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 11/06/2020

Há quase cem anos, no Brasil, ocorreu a Semana de Arte Moderna, a qual tinha com um dos objetivos a valorização do patrimônio estético e cultural do país, que tinha pouca estima na época. Entretanto, a falta de respeito e preservação de tais riquezas ainda é visível hoje. Nesse contexto, cabe avaliar como os poucos investimentos públicos e privados para o cuidado com os edifícios e artefatos históricos nacionais contribuem para tal questão.

É fato que o Brasil destina poucos recursos públicos financeiros para a preservação do seu patrimônio histórico. Com efeito, o site G1 apontou, na época do incêndio do Museu Nacional, que o descaso estatal foi o que causou o desastre e também põe em risco a conservação de outros artefatos do Brasil. Nesse viés, o Estado toma tal atitude porque prioriza áreas que, na sua visão, trazem lucros de curto-prazo, como algumas indústrias e o agronegócio. Ademais, a crise financeira tornou ainda mais escassos os recursos para a preservação do setor em questão. Como resultado, prédios históricos de todo o país são abandonados, prejudicando o turismo e possíveis pesquisas científicas.

Além disso, é imperativo ressaltar a falta de estímulo ao investimento privado como promotor do problema. Isso acontece porque, no Brasil, museus e outros lugares históricos são pouco frequentados pelo grande público. De acordo com uma pesquisa da Folha de São Paulo, 42% dos entrevistados nunca foi ou raramente visita atrações históricas nacionais, o que evidencia a fraca valorização do setor pelos próprios brasileiros. Consequentemente, empresas privadas não são incentivadas a investir na área em questão, dificultando a sua preservação.

Portanto, é necessário que a desvalorização do patrimônio histórico seja confrontada. Dessa forma, cabe ao Ministério da Economia a ação de destinar mais verbas para os órgãos de conservação dessas riquezas, sobretudo nas cidades com mais prédios históricos, por meio da Lei Orçamentária Anual, com a finalidade de dar mais condições para a restauração dos referidos bens. Outrossim, a Secretaria Especial de Comunicação social deve incentivar a visitação de lugares históricos nacionais, o que pode resultar no maior interesse do público por frequentá-los, atraindo investimentos privados. Assim, as riquezas históricas serão evidenciadas e valorizadas, semelhante ao ocorrido na Semana de 22.