Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 22/06/2020

Legado em Chamas

Manifesto Futurista, obra que marca o início da vanguarda futurista no mundo a qual rejeitava e desprezava o passado e somente focava no futuro. Atualmente, o Brasil vive um contexto de futurismo implícito de forma que, devido a baixos investimentos governamentais e a homogeneização cultural a preservação do patrimônio histórico e cultural está ameaçada.

Em primeiro momento, é de suma importância ressaltar como os baixos investimentos governamentais são danosos a esse processo. Deste modo, um governo que não investe na preservação dos patrimônios materiais ou imateriais torna o seu povo suscetível à perda do conhecimento sobre as suas raízes e à falta de senso crítico. Como resultado desse baixo investimento, pode-se citar o incêndio ocorrido no Museu Nacional do Brasil, em 2018, em virtude das péssimas condições elétricas que ele se encontrava, e, por consequência 200 anos de história que ruíram.

Além dos baixos investimentos, a homogeneização cultural, proveniente da cultura de massa, torna o cenário ainda mais caótico. Nesse sentido, é possível inferir que, em uma sociedade que enaltece determinadas culturas e deprecia outras, estas tendem a serem excluídas e, por conseguinte, terem seu patrimônio imaterial degradado. Essa conduta pode ser compreendida através dos sociólogos Adorno e Horkheimer quando eles escrevem sobre a indústria cultural e suas problemáticas, e, entre elas: a ocultação do diferente por meio das mídias e a alienação populacional, que causa a falta da capacidade de refletir sobre a sua cultura e a importância que ela tem sobre a história e sobre desenvolvimento humano.

Nota-se, portanto, que o Brasil vive um momento de crise social, de modo que o patrimônio cultural e histórico está em risco. Todavia, medidas podem reverter esse processo. A Secretaria da Cultura pode promover investimentos na preservação do patrimonio nacional por meio da lei Rouanet, conforme o projeto de lei 10835/18, para que, assim, a proteção seja efetiva. Ademais, projetos de incentivo à cultura e heranças históricas locais podem ser desenvolvidos por meio de escolas e ONGs, com o intuito de mostrar a importância da heterogeneidade e das matrizes da sociedade em questão. A partir dessas ações, espera-se promover melhorias na preservação do legado brasileiro.