Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 22/06/2020

De acordo com o filósofo alemão Goethe, não há nada mais perigoso que a ignorância em ação. Tal pensamento justifica a falta de atenção da sociedade e do Estado em relação ao patrimônio histórico cultural brasileiro no que tange à preservação. Nesse contexto, sobressaem-se dois principais agravantes: a falta de informação das pessoas sobre a própria cultura e história, e a negligência estatal responsável pelo sucateamento de museus e sítios arqueológicos.

Em primeiro plano, o brasileiro não está habituado a frequentar locais para enriquecimento cultural e intelectual. Segundo o Ipea, 70% da população nunca foi a museus ou a centros culturais. Dessa forma, a carência de contato com esses lugares não sensibiliza a população quanto ao valor da história e da cultura inerente à Nação. Assim, a falta de informação torna-se um problema quando trata-se da conservação do patrimônio material do Brasil.

Em segundo plano, a falta de fiscalização do Poder Público corroborou a negligência estatal. Um exemplo claro foi o incêndio no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, causado por um defeito nas instalações elétricas, que acabou revelando a ausência de manutenções e o descaso do Governo. Além disso, como consequência desse acidente, o país perdeu parte do acervo histórico e científico. Logo, é de grande necessidade a presença do Estado na proteção das peças valiosas que compõem o tesouro nacional.

Em vista dos fatos apresentados, faz-se necessário que a mídia promova ações de merchandising social, com inserções de temas relacionados à importância da preservação do patrimônio histórico e cultural brasileiro por meio de programas de TV e revistas, para conscientizar a sociedade a respeito do valor dos bens culturais materiais, bem como o Governo Federal, por meio do Ministério do Turismo, deve investir em medidas preventivas para fiscalizar, conservar e restaurar o patrimônio cultural brasileiro. Por fim, a ignorância não será mais um problema, como afirmou Goethe.