Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 13/07/2020

O livro A Arte do Descaso, da escritora Cristina Tardáguila, relembra o episódio do maior roubo de obras artísticas do Brasil. Nele, a invasão, em 2006, do museu da Chácara dos Céu gerou uma perda cujo valor estimado, na época, ultrapassa 10 milhões de dólares. Nesse sentido, o comportamento negligente com a cultura , similar ao acontecido no museu carioca, nocivamente, são comuns na sociedade brasileira, o que se reflete no desafio para a preservação do patrimônio histórico cultural. Dessa forma, a não compatibilidade de um povo com os valores da sua pátria torna-se um impasse . Com efeito, o trâmite evidencia-se, sobretudo, pela depreciação do acervo brasílico, bem como a supervalorização dos juízos alheios.

A priori, é nítido na sociedade brasileira a debilitada identidade nacional, sendo assim, algo grave para o amparo e a perpetuação do legado histórico. Acerca disso, o jornalista Nelson Rodrigues descreve o complexo do vira-lata como a auto-inferioridade do brasileiro ante os outros povos. Posto isso, a carência de pertencimento e a falta da coesão social influencia negativamente o reconhecimento do brasileiro com seu patrimônio. E, consequentemente, repercute na diminuta quantidade de pessoas que visitam museus até mesmo gratuitos, o que se confirma pela tese de Rodrigues. Logo, semelhante ao fenômeno de 2006, a desafeição nacional ainda é uma problemática, em razão da falta de paridade do brasileiro com a sua cultura.

Por conseguinte, o alto prestígio, majoritariamente, dado à cultura internacional pelo brasileiro, como a norte-americana, configura-se como uma mazela para a consolidação da construção nacional. Desse modo, a visão idealizada e romântica de outra cultura é prejudicial para a análise da singular realidade brasileira, devido à tentativa errônea de julgar uma cultura como inferior. Em função disso, o pequeno valor atribuído a arte nacional é capaz também de refletir na seleção de propostas de governo que atribuem baixa prioridade a ações de preservação da herança material e imaterial. Dessa maneira, a displicência política deve-se à baixo fiscalização da obra, à falta de manutenção e à segurança necessária para a conservação do património, quadro que acarretam efeitos negativos como o narrado pela Cristina T..

Portanto, medidas são necessárias para viabilizar a manutenção da herança brasileira. Assim sendo, o estorvo deve ser afrontado pelas escolas. Urge que o Ministério da Educação (MEC) promova projetos que estimulem a visita aos museus . Nessa óptica, esse programa será realizado por meio do contrato de profissionais que realizam atividades lúdicas para a compreensão do problema nas excursões. Enquanto isso, gerar uma reflexão dos discentes sobre a importância da identidade nacional . Espera-se , sob essa perspectiva, que eventos como o ocorrido em Chácara do Céu seja uma problemática passada na história, como também a consolidação da estima pela riqueza brasilica