Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 21/07/2020
De acordo com o professor José Carreiro, da Universidade de São Paulo, resgatar a memória é essencial para que um povo se perceba como sujeito da sua própria história. Tal afirmação coloca em pauta a importância da preservação do Patrimônio histórico cultural, que representa a identidade de uma sociedade, sendo também um registro fundamental para seus sucessores. Entretanto, resguardar todo legado cultural brasileiro encontra dificuldades quando se trata sobre o processo de urbanização e da falta de investimentos públicos nos setores da cultura.
Em primeira análise, o processo de urbanização é visto como um empecilho para a preservação do Patrimônio histórico cultural brasileiro. Segundo Edward Glaeser, professor de economia da Universidade Harvard, o Brasil é um dos países mais urbanizados do mundo. À vista disso, a demanda por crescente espaço urbano põe em risco a integridade da maior parte da herança cultural do país, já que para a ação urbanística prosseguir, diversas construções históricas devem ser demolidas. Embora haja a opção de tombar ou preservar uma área, falta incentivo do Poder Público quanto ao investimento desses locais, com isso, muitos deles passam a ficar abandonados.
Além disso, a falta de investimentos públicos nos setores da cultura impactam diretamente na preservação do Patrimônio histórico cultural brasileiro. Fato exemplificado com o acidente que ocorreu no Museu Nacional do Rio de Janeiro, que se iniciou devido à problemas técnicos com os ares-condicionados e acarretou a perda de mais de 20 milhões de itens. Conquanto a Constituição Federal afirma que o Poder Público deve promover e proteger o legado cultural, ainda verifica-se situações de falta de fiscalização e de investimentos públicos, corroborando para que mais acidentes aconteçam.
Dessa forma, é imprescindível que medidas sejam fundamentadas para reverter o quadro de dificuldade da preservação da herança cultural brasileira quando se trata de urbanização e da falta de investimento público. Para isso, cabe ao Poder Público investir na infraestrutura do espaço urbano, por meio de políticas públicas, para que as áreas que contenham itens culturais importantes não sejam destruídas. Assim, a população irá passar a notar as construções e haverá aumento da valorização cultural. Ademais, cabe ao Ministério da Cultura promover maior fiscalização de locais históricos, por intermédio da contratação de profissionais qualificados nesse setor, para que menos acidentes ocorram. Consequentemente, haverá a disponibilização de um espaço mais seguro e preservado.