Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 16/11/2020

Um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável elaborado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para a Agenda 2030 é a proteção e a preservação do patrimônio cultural e natural do mundo. Sem dúvidas, é uma importante meta global para o âmbito historiográfico, principalmente depois dos recentes incêndios ao Patrimônio Mundial, como da Catedral de Notre Dame. Desse modo, partindo do pensamento que a exposição do indivíduo aos acontecimentos passados reforçam uma educação mais tolerante, humana e de consciência coletiva, urge analisar a importância de salvaguardar os elementos históricos culturais do Brasil para a manutenção da sua economia e formas de obter recursos para a conservação desses espaços.

Mormente, um dos grandes impulsionadores da economia das cidades é o turismo. Entretanto, mesmo tendo dimensões continentais, segundo a Organização Mundial do Turismo (ONWTO), o Brasil fica atrás de vários países menores, dentre eles o Japão, no quesito de receber os viajantes. Por outro lado, Paris, cujo foco turístico constitui também um circuito cultural abrangente, recebe o maior número de turistas no mundo. Em suma, o Brasil pode aprender com o exemplo francês e valorizar seus espaços culturais para maior atração turística e, consequentemente, movimentar a economia.

Sob outra ótica, manter esses ambientes pode ser muito caro, vale salientar que os espaços históricos e culturais se estendem em monumentos, bairros de grande influência cultural, museus, prédios tombados, vilas, calçamento de ruas e até cidades, como o município de Ouro Preto. Logo, uma saída tecnológica, por exemplo, seria trazer parte desses acervos para uma curadoria online a qual poderia ser disponibilizada em vários idiomas para ter livre acesso a todos. Nessa lógica, além de economizar com locações, seria possível cobrar taxas de visitação, como já acontece presencialmente. Dessa forma, o recurso angariado nessas visitas seriam usados para automanutenção desses espaços de cultura, o que possibilitaria maior conservação deles.

Destarte, faz-se mister a exaltação da cultura brasileira por meio de medidas mais modernas de conservação. Portanto, cabe ao Estado promover um “circuito cultural” virtual em sites especializados que viabilize as pessoas a visitar obras e materiais os quais compõem o acervo histórico nacional. Desse modo, haverá uma autossuficiência desses espaços. No que tange os centros físicos já desgastados, propor uma revitalização junto a iniciativa privada e usando os recurso advindos das visitas online. Assim, será possível aumentar a preservação dos espaços culturais de modo adequado, como prevê a Agenda 2030 da ONU.