Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 09/09/2020

Segundo Adorno e Horkheimer, o capitalismo não só utilizou a Indústria Cultural para criar um movimento de consumismo, como utilizou a própria arte como forma de produto para ser consumido. Nesse sentido, a massificação absoluta das obras de arte, como a música, fez com que os consumidores não buscassem nada além de entretenimento, por exemplo, ao escutar um novo som. Sendo assim, a preservação do patrimônio histórico brasileiro se tornou muito mais fragilizada, pois a maioria dos indivíduos não consomem mais composições históricas, já que não fornecem tanto divertimento como os estilos “Hip Hop” e “Funk”. Desse modo, torna-se visível que a cultura de massa enfraquece a preservação da história.

Nesse cenário, é válido ressaltar que, o hábito da maioria dos brasileiros de consumir apenas aquilo que sacie seu desejo de entretenimento, acarretará  um déficit cultural ainda maior nas gerações futuras. Isso porque, a perca do consumo de cultura faz com que cada vez menos cultura seja produzida. Desse modo, as próximas gerações terão informações muito escassas do que de fato foi a sociedade que as precedeu.

Ademais, segundo António Lobo Antunes “Um povo que lê nunca será um povo escravo”, ou seja, quanto mais acesso a educação e a cultura um povo tiver, mais ele terá noção de seu poder como cidadão e menor será a capacidade desse ser manipulado. Aliás, nesse contexto, é importante destacar que a massificação da arte também acaba por manipular um indivíduo, já que da massificação, segundo Walter Benjamin, é retirada a autenticidade da arte - a qual ele denominou “aura”. Assim, para que o patrimônio histórico seja assegurado é necessário que o próprio povo que pertence a determinada cultura esteja constantemente em contato com ela, para que tal não seja esquecida ou simplesmente massificada.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para melhorar o quadro atual. Para que o patrimônio histórico cultural brasileiro seja cada vez mais protegido, urge que o Ministério da Educação imponha às grades escolares aulas sobre cultura, sendo isso feito por meio de verbas governamentais. Desse modo, com a imposição e o auxílio econômico do governo, escolas e professores poderão deixar seus alunos mais conscientes sobre a necessidade de se preservar a cultura, seja essa ação por meio de debates ou livros. Somente assim, o Estado brasileiro poderá garantir as próximas gerações e a atual, conhecimentos sobre sua própria história e cultura.