Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 07/08/2020

Promulgada em 1988, a Constituição Brasileira estabeleceu que o Poder Público, com o apoio da comunidade, deveria promover e proteger o patrimônio histórico cultural brasileiro. Todavia, levando em consideração o contexto atual, é perceptível um cenário totalmente contrário ao plano, haja vista a concretização da desvalorização desse patrimônio, a qual promove um retrocesso ao desenvolvimento social, motivado, principalmente, pela ignorância perante as variedades nacionais. Além disso, convém analisar a falta de verbas e infraestruturas como fator para a consolidação do problema supracitado.

Primeiramente, vale salientar a Semana da Arte Moderna, evento promovido em São Paulo no intuito de fugir dos modelos estéticos europeus de modo a exaltar a diversidade presente na nação. Ainda que a determinação dos artistas em modificar a visão acerca da pluralidade tenha rendido bons resultados, tais rendimentos têm sido atenuados a partir da homogeneização cultural, costume favorecido pela globalização e caracterizado pela massa social valorizar certa cultura ou fato histórico em detrimento de outro.Dessa forma,nota-se que essa situação torna possível o esquecimento das relevâncias das raízes sociais responsáveis pela criação da identidade comunitária e do sentimento de brasilidade.

Em segundo plano, cabe ressaltar que a ausência de políticas públicas efetivas têm, consideravelmente, um efeito negativo na preservação dos patrimônios materiais, posto que a maioria deles apresentam um caráter memorial, o que afasta bons investimentos diante do alto custo de manutenção local. Segundo o Instituto Brasileiro de Museus, cerca de 10% dos museus brasileiros estão totalmente fechados, os quais podem ter o trágico fim do Museu Nacional, destruído por um incêndio acidental em 2018. Diante disso, evidencia-se que as tendências capitalistas, focadas no alto lucro, torna a sociedade, intrinsecamente, refém de uma triste realidade, na qual as pessoas estarão impossibilitadas de ter um ambiente que relate a memória dos seus antepassados ou vanglorie as belezas  naturais que tornam o Brasil único.                                                                                                   Depreende-se, portanto, a urgência da preservação do patrimônio brasileiro. Sendo assim, as escolas devem promover aos discentes e responsáveis, por meio de palestras ou aulas lúdicas, orientações a respeito da necessidade da valorização da multiplicidade brasileira a fim de que toda a comunidade obtenha consciência do quão importante é a perpetuação desses valores como forma de estabelecer a identidade de um povo. Essa medida será concretizada a partir da celebração do dia do folclore, por exemplo, exaltando as preciosidades dos patrimônios materiais e imateriais, como, respectivamente, o Pelourinho e o boi-bumbá. Ademais, faz-se imperativo o apoio familiar em exigir investimentos fixos aos patrimônios negligenciados, para que, assim, o estabelecimento da Constituição de 1988 seja efetivado.