Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 29/07/2020

No artigo 216 da atual Constituição Federal brasileira, é garantida a promoção e a preservação do patrimônio histórico-cultural. Apesar da proteção determinada por lei e do papel fundamental na valorização da identidade nacional, os patrimônios materiais e imateriais são constantemente negligenciados e degradados. Por isso, é necessário responsabilizar a sociedade e o governo para que sejam feitas mudanças nesse quadro de descaso que tanto ameaça a memória do país.

Pontua-se, inicialmente, a desinformação sobre a importância dos bens e espaços tombados por parte dos brasileiros. Pouco se informa sobre esses elementos que são heranças de grupos de diversas matrizes étnico-culturais e que refletem a riqueza cultural do país. Assim, é preciso reconhecer que as obras literárias, esculturas e festividades compõe o patrimônio e a identidade cultural de um povo e deve ser protegido. Porém, quando esses bens não são devidamente legitimados e exaltados, é recorrente a vandalização e a danificação de centros históricos, ocasionando na perda cultural.

Além disso, é comum que os brasileiros fomentem o “complexo de vira-lata”, na qual é visível a desvalorização dos bens nacionais e a supervalorização de espaços estrangeiros. Isso é perceptível pelo fato de que muitos indivíduos viajam internacionalmente com o intuito de visitarem museus, igrejas e edifícios, embora não frequentem os mesmos lugares no território brasileiro. Devido à indiferença por esses espaços, falta-se incentivo governamental por meio de verbas e estrutura. Um exemplo disso é o incêndio no Museu Nacional no ano de 2018, que devastou diversos artigos de valor incalculável para a história do Brasil. No entanto, esse acontecimento poderia ser evitado, mas foi prejudicado por conta do baixíssimo orçamento disponibilizado pelo Estado e a má gestão de riscos.

Urge, então, a necessidade de ressaltar a importância da preservação do patrimônio histórico-cultural brasileiro. É dever das instituições de ensino promover a visitação de espaços culturais durante as aulas de História e de Arte, a fim de incentivar a identificação e valorização de bens públicos. Ademais, é preciso que o Governo forneça estímulos orçamentais ao Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional), para que possam estruturar os espaços de forma adequada e também preparar profissionais especializados para lidarem com os possíveis danos nos patrimônios nacionais. Destarte, o cidadão brasileiro poderá usufruir plenamente e conscientemente de seu legado histórico.