Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro
Enviada em 31/07/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada um sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos. Não obstante, percebe-se, na contemporaneidade, que tais ideias apresentam-se de maneira oposta aos ideais expostos por More, uma vez que a preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro apresenta barreiras, as quais impedem a concretização dos planos do pensador inglês. Dessarte, verifica-se que a problemática possui raízes profundas na sociedade, não só pela negligência do Governo no princípio e no desenvolvimento do empecilho, mas também pelo descaso e falta de interesse da população.
Mormente, é fulcral destacar que o óbice em questão ocorre muito em função da baixa atuação do Governo no que se concerne à elaboração de políticas públicas que deem mais valor e que, de fato, preserve a história do local. Sobre isso, Abraham Lincoln, grande personalidade política americana, disse em um de seus discursos, que a política é serva do povo e não o contrário. Nesse sentido, é notório que existe uma inconformidade sobre a preservação do patrimônio histórico cultural e a atuação do Estado brasileiro, no sentido de que, ao contrário do que Lincoln explicou, a política atual não serve o povo com ações, metas e planos que atuem na questão abordada, fazendo com que sua resolução seja quase utópica.
Outrossim, é imperativo destacar que a problemática deve-se muito ao descaso e a falta de consciência social em relação ao imbróglio. Nesse contexto, Karl Marx teceu críticas, em suas obras, sobre a atuação governamental em relação à educação cidadã nas sociedades. Em se tratando da preservação e da importância do patrimônio histórico cultural na construção da sociedade, é possível perceber que as críticas de Marx se fundamentam, pois o Estado brasileiro não promove a conscientização social em nenhuma de suas instâncias, como a escola ou meios de comunicação, corroborando, assim, com o desleixo social acerca de tal fato.
Isto posto, é inegável a necessidade de intervenção no que tange à problemática. Para tanto, o Governo federal, junto com escolas e universidades, devem promover a conscientização social acerca da vasta importância exercida pelo patrimônio histórico cultural na formação da sociedade atual e de futuras gerações, isso deve ser feito por meio de verbas governamentais investidas na criação e preservação de tais patrimônios. Ademais, a mídia como um todo deve promover, em níveis mundiais, palestras educacionais por meio do ambiente virtual, os cursos deverão ocorrer gratuitamente com profissionais capacitados, a finalidade de tal efeito encontra-se em trazer mais lucidez sobre a preservação do patrimônio histórico cultural na formação de uma sociedade e atingir um público maior.